StoreWindows10

Como foi a temporada de furacões de 2018?

O dia 30 de novembro marca o fim da temporada de furacões do oceano Atlântico Norte! Ao contrário das previsões feitas, essa temporada foi mais ativa que o normal, com dois furacões, Florence e Michael, que vão entrar para a história.

Paola Bueno Paola Bueno 01 Dez. 2018 - 11:03 UTC
No mês de setembro 4 tempestades estiveram ativas ao mesmo tempo no Atlântico: Florence, Helene, Isaac e Joyce. Fonte: NOAA.

O mês de dezembro começa hoje e com isso podemos declarar como encerrada a temporada de furacões do Atlântico Norte de 2018. Diferentemente do que era previsto, essa acabou sendo uma temporada de furacões mais ativa que o normal, com furacões que ficarão na história, como Florence e Michael, deixando para trás um prejuízo de mais de 33 bilhões de dólares!

No total, 15 tempestades nomeadas ocorreram nessa temporada do oceano Atlântico Norte, incluindo 8 furacões, onde 2 alcançaram categoria intensa (categoria 3, 4 ou 5). Na média são esperadas 12 tempestades nomeadas, 6 furacões e 3 de categoria intensa, portanto, essa foi uma temporada acima da média. Essa atividade acima do normal era prevista nas primeiras previsões feitas antes do início da temporada, entretanto, a previsão final feita em agosto subestimou a atividade de furacões desse ano, colocando uma previsão de temporada dentro da média.

Até o início de agosto águas mais frias que o normal estavam sendo observadas no oceano Atlântico Norte e os modelos climáticos estavam prevendo a consolidação do El Niño durante a temporada. Por esses dois motivos os previsores acreditavam em uma temporada mais “tranquila”. Porém, em meados de agosto as temperaturas do Atlântico Norte passaram a ficar acima da média e o El Niño não se consolidou até o momento, portanto, de acordo com Gerry Bell, especialista em previsão sazonal de furacões do Centro de Previsão do Clima (CPC) da NOAA, “as temperaturas mais quentes no Atlântico, uma forte monção no oeste da África e o fato do El Niño não ter se formado a tempo de suprimir a atividade de furacões, fizeram com que o desenvolvimento de tempestades fosse intensificado nesse ano”.

De acordo com a NOAA, esse foi o 4º ano consecutivo onde a atividade de furacões começou antes do início oficial da temporada, que ocorre em 1º de junho. A tempestade tropical Alberto iniciou a temporada no dia 25 de maio, atingindo o estado americano da Flórida. Outro ponto importante dessa temporada é que essa foi a primeira desde 2008 a ter 4 tempestades nomeadas ativas ao mesmo tempo no Atlântico! As tempestades Florence, Helene, Isaac e Joyce ocorreram simultaneamente em setembro.

Temporada de furacões do Pacífico

A temporada de furacões do oceano Pacífico Central e Leste também se encerrou no dia 30 de novembro. Essa temporada foi a 4º mais ativa da história do Pacífico, com 23 tempestades nomeadas, 13 furacões e 10 furacões de categoria intensa. Na média 15 tempestades nomeadas são esperadas, sendo 7 furacões e 3 de categoria intensa. Nesse ano, 3 furacões atingiram categoria 5, os furacões Lane, Walaka e Willa.

Além disso, essa foi a temporada que produziu o maior valor de Energia Ciclônica Acumulada (ACE, na sigla em inglês) na história. O ACE mede a força e duração das tempestades tropicais e dos furacões. Dessa forma, uma tempestade mais intensa e com duração mais longa contribui para o aumento da medida de ACE da temporada. Portanto, as tempestades que ocorreram no Pacífico nesse ano foram mais intensas e duraram por mais dias.

Publicidade