Tempestade tropical Chantal quebra calmaria de um mês no Atlântico

A temporada de furacões do Atlântico está atípica este ano. A tempestade tropical Chantal foi a terceira a ser nomeada, após mais de um mês de calmaria. Porém, a previsão é que os próximos meses sejam mais propícios para a formação de ciclones tropicais.

Carolina Barnez Carolina Barnez 22 Ago. 2019 - 15:48 UTC
A tempestade tropical Chantal foi a terceira a ser nomeada na temporada de furacões do Atlântico neste ano. Créditos: NASA

A temporada de furacões do Atlântico está atípica este ano. A tempestade tropical Chantal foi a terceira a ser nomeada, quebrando uma calmaria de mais de um mês. Chantal não gerou nenhum alerta de chuvas, ondas e inundações devido a grande distância da costa. A previsão é que os meses de setembro e outubro sejam mais propícios para a formação de ciclones tropicais.

A tempestade Chantal já está em fase de dissipação e durante todo seu ciclo de vida se manteve longe da costa. Chegou a categoria de tempestade tropical (vento sustentado de 62,8 a 117,5 km/h), mas já perdeu intensidade, e hoje de manhã apresenta ventos de 55 km/h, considerados de depressão tropical. Este sistema se formou mais ao norte do que o usual para perturbações tropicais (40,2ºN). A última vez que um ciclone tropical se formou tão ao norte foi a tempestade Alberto em 1988.

Chantal é a terceira tempestade a ser nomeada em uma temporada até agora abaixo da média. A temporada foi iniciada precocemente em Maio pela tempestade subtropical Andreas (Maio). Em Julho o furacão Barry, que chegou a categoria 1, atingiu Lousiana. Antes de Chantal, do dia 15 de Julho a 19 de Agosto não houve nenhum ciclone nomeado, fato que não acontece desde 1982.

No começo do ano, as previsões mostravam uma temporada abaixo na média ou abaixo da média. A inatividade do último mês está relacionada a uma anomalia de movimento descendente de ar no Atlântico Tropical e a presença de poeira do Saara. Um ciclone precisa, entre outras coisas, de umidade e instabilidade atmosférica para se desenvolver. Movimentos descendentes de ar - vindo das altas camadas da troposfera - e ar seco do deserto contribuem para uma atmosfera mais estável e, por tanto, inibem o desenvolvimento das tempestades.

Este mês, uma nova previsão da temporada de furacões revelou que a atividade de tempestades tropicais poderá aumentar. Estamos entrando na período considerado mais ativo, e os meses de Setembro e Outubro prometem ter mais ciclones. Segundo as previsões, o estabelecimento de um El-Niño fraco a neutro no período contribuem para o desenvolvimento de mais tempestades tropicais.

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