Dorian e uma temporada de furacões bastante ativa

Dorian já é considerado o segundo furacão mais intenso do Atlântico, com ventos sustentados máximos de quase 300 km/h. Até agora foram 7 mortes e muita destruição nas Bahamas. Dorian segue como furacão categoria 2 ao longo da costa dos EUA causando muita chuva, inundações e ventos fortes.

Carolina Barnez Carolina Barnez 05 Set. 2019 - 11:43 UTC
Tempestade tropical Fernand (esquerda) e o Furacão Dorian (direita) marcam o começo do pico de atividades da temporada 2019. Créditos: NOAA

Aparentemente, a temporada de furacões deste ano entrou no período de maior atividades. O furacão Dorian chegou à categoria 5, devastou a Bahamas e, já enfraquecido, ainda deve causar algum incômodo durante seu percurso pela costa leste dos EUA e Canada. Enquanto isso, a tempestade tropical Fernand causa chuva forte e inundações na costa nordeste do México e já temos novas perturbações em observação.

Dorian é o quarto sistema tropical nomeado da temporada, mas o primeiro a atingir categoria de intensidade severa (>3). Neste ano, dos sistemas nomeados, apenas Barry chegou ao status de furacão categoria 1 (ventos* de 117 a 151 km/h), o restante foram apenas tempestades tropicais. Dorian provocou 7 mortes, deixou um rastro de destruição nas Bahamas e já considerado o segundo furacão mais forte a se formar no Atlântico, perdendo apenas Allen (1980).

É a primeira vez que a Bahamas é atingida por um furacão de tal intensidade. "Esta é uma crise de proporções épicas, talvez a pior que já vivemos", declarou Marvin Dames, ministro do Interior das Bahamas. "Partes de Ábaco [Bahamas] estão dizimadas. Há grandes inundações, danos severos às casas, comércios e outros edifícios e infraestruturas", disse Minnis. Segundo autoridades, a falta de estrutura e inundações podem ainda aumentar o número de mortes no país nas próximas semanas.

Após passar pelas Bahamas, com registro de ventos* com quase 300 km/h, Dorian está gradualmente enfraquecendo, mas ainda mantém intensidade de categoria 2 (ventos de 152 a 176 km/h). No momento o furacão se desloca ao longo da costa leste dos EUA, em sentido nordeste, e os estados de Florida, Georgia e Carolinas do Sul e Norte estão sobre alerta de ventos fortes, chuva intensa e inundações costeiras.

A previsão do Centro Nacional de Furacões dos EUA (NHC) mostra que Dorian continuará como categoria 2 nas próximas 48h devido a alta temperatura de superfície do mar em seu percurso e cisalhamento vertical de fraco a moderado. Após 48h o sistema perderá intensidade pelo aumento do cisalhamento vertical e entranhamento de ar seco. Em 72h Dorian deve perder as características tropicais e se transformar em um ciclone extratropical com força de furacão, que atingirá a Nova Escócia e Terra Nova e Labrador (Canadá).

Fernand, Gabrielle e monitoramento de novos sistemas

A tempestade tropical Fernand atingiu ontem a costa do México e entrou em fase de dissipação sob o continente. A perturbação evoluiu para tempestade tropical na terça e deixou em alerta a costa leste do México de Barra del Tordo à Foz do Rio Grande, na fronteira com o Texas (EUA).

Além de Dorian e Fernand, existem mais um sistema ativo no Atlântico Norte e duas perturbações em monitoramento. A tempestade tropical Gabrielle está em região oceânica e se desloca em direção noroeste, sem perspectivas de causar nenhum alerta. A 240 milhas a nordeste de Bermudas, uma pequena área de baixa pressão apresenta 60% de chances de formação de um ciclone tropical nas próximas 48h.

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