Como está a situação atual da temporada de furacões do Atlântico?

A temporada de furacões do Atlântico ainda está em seu pico, com duas tempestades tropicais e um furacão ativos. Saiba mais sobre os ciclones tropicais em atividade, o balanço da temporada até agora e as condições climáticas que estão contribuindo para a formação de ciclones no Atlântico.

Carolina Barnez Carolina Barnez 25 Set. 2019 - 16:56 UTC
A temporada de furacões 2019 no Atlântico Sul está mais ativa do que nunca. Créditos: NHC/NOAA.

Após um início fraco, a temporada de furacões 2019 no Atlântico Sul está mais ativa do que nunca. As condições oceânicas e atmosféricas estão propícias para o desenvolvimento das perturbações tropicais. Até agora foram 12 tempestade tropicais e 5 furacões, sendo que dois, Dorian e Humberto, alcançaram categoria igual ou maior a 3.

A tempestade tropical Jerry, já se encontra em estado de dissipação, mas com importantes efeitos na ilha de Bermudas. Ventos com intensidade de tempestade tropical (72 km/h), chuva moderada e muita agitação marítima são esperados. As condições marítimas na costa da ilha e proximidades são consideradas como risco de vida, com ondas severas e correntes de retorno intensas.

A tempestade tropical Karen está ativa, nas proximidades de Porto Rico. Apesar de não ser um furacão, o país está em alerta e não quer subestimar o poder destrutivo de um ciclone tropical. Porto Rico ainda sofre as consequências do furacão Maria que atingiu seu território há 2 anos. Problemas com infraestrutura são as maiores preocupações das autoridades e prejudicam a atual logística de prevenção de desastres. Um grande volume de chuvas e inundações rápidas são esperados em Porto Rico, Ilhas Vírgens e Vieques. O último aviso público mostra que o sistema se intensificará nos próximos 4 dias e sua trajetória poderá mudar a partir de Sexta (27), para noroeste-oeste, em direção as Bahamas.

Lorenzo já é um furacão categoria 1 e deve chegar a categoria 3 em 48 horas, com ventos sustentados superiores a 190 km/h. Por enquanto, a trajetória prevista não trás problemas para nenhuma ilha ou porção continental. Por essa razão, apesar de Lorenzo já ser um dos furacões mais fortes da temporada, não gerou nenhum alerta.

Além desses 3 sistemas, uma pertubação está sendo monitorada no Golfo do México. Existe 10% de chances desta perturbação se desenvolver em 48h, e 20% de chances em 5 dias. Há também muita atividade convectiva no oeste da África, onde as ondas de leste, consideradas sementes dos ciclones tropicais, são formadas.

Atualmente, as anomalias positivas de temperatura de superfície do mar, a neutralidade do El-Niño Oscilação Sul e as condições da Oscilação Madden-Julian (MJO) contribuem para a formação das ondas de leste e desenvolvimento destas pertubações em ciclones tropicais. A MJO está positiva para a região do Atlântico e oeste da África Equatorial, e deve permanecer desta forma nas próximas 2 semanas.

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