Ciclone subtropical e alta pressão afetam o Brasil na virada do mês

A formação de um ciclone subtropical na altura da região Sudeste ocasionará a formação de chuvas intensas e persistentes sobre a região neste fim de semana, enquanto uma região de alta pressão inibe a formação de chuvas no sul do país.

Já nesta sexta-feira (27), um ciclone subtropical se configurará na costa da região Sudeste, trazendo chuvas intensas e persistentes para a região. A região de baixa pressão (cavado) associada ao fenômeno já está formando chuvas fortes nesta tarde de quinta-feira (26), e o sistema continuará atuando nos últimos dias de Fevereiro.

Graças à essa situação, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) emitiu alerta vermelho de grande perigo para grande parte da região Sudeste nos próximos dias. Há risco de chuvas de mais de 100 mm por dia. Há ainda risco de intensificação dos ventos nas regiões litorâneas, além de rajadas fortes de até 100 km/h devido às tempestades no interior do continente.

Ao todo, a situação traz risco de grandes transtornos para a população, incluindo a movimentação de dunas de areia sobre construções na orla, a ocorrência de grandes alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos de encostas já nesta sexta-feira (26).

Imagem de satélite (infravermelho) nesta quinta-feira durante a tarde mostra tempestades fontes se formando na região Sudeste, em associação ao cavado que se transformará em um ciclone.
Imagem de satélite (infravermelho) nesta quinta-feira durante a tarde mostra tempestades fontes se formando na região Sudeste, em associação ao cavado que se transformará em um ciclone.

Previsões indicam que estas tempestades ao longo do final de semana podem gerar acumulados de até 180 mm, especialmente no Espírito Santo e em Minas Gerais. Acumulados altíssimos de chuva também serão registrados no litoral de São Paulo, como podemos observar na imagem abaixo.

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Isso fará com que a transição para o mês de março seja bastante chuvosa nesses estados. Também podemos observar que chuvas fortes se formarão em outros estados além da região Sudeste, incluindo norte de Goiás, Tocantins e Bahia, onde os acumulados totais também chegam a volumes similares e resultam em transtornos significativos.

Previsão de acumulados totais até o final do domingo, primeiro de março, mostra que os acumulados em vários estados podem chegar a até 180 mm de chuva, ocasionando transtornos.
Previsão de acumulados totais até o final do domingo, primeiro de março, mostra que os acumulados em vários estados podem chegar a até 180 mm de chuva, ocasionando transtornos.

Enquanto isso, no entanto, podemos perceber que uma região de alta pressão passará a atuar de maneira predominante sobre o sul do país, fazendo com que os acumulados de chuva esperados para essa região sejam baixíssimos ao longo dos próximos dias.

Alta pressão inibe a formação de chuvas no Sul

Essa região de alta pressão chega ao país associada à uma massa de ar frio e seco que avança pela região. Além de fazer as temperaturas caírem de maneira expressiva sobre a região Sul, o sistema inibe a formação de chuvas ao longo dos próximos dias.

Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado durante a tarde mostra que o tempo ficará predominantemente firme e seco em grande parte do centro-sul brasileiro.
Previsão de ventos, nebulosidade e chuva no sábado durante a tarde mostra que o tempo ficará predominantemente firme e seco em grande parte do centro-sul brasileiro.

Os estados mais afetados serão o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde a probabilidade de chuva cai consideravelmente nos próximos dias e o tempo permanecerá predominantemente firme e seco até o início de Março.

A partir do sábado (28), com o avanço dessa alta pressão em direção norte, outros estados também passarão a registrar tempo mais firme: São Paulo, Rio de Janeiro, oeste de Minas Gerais e sul de Goiás. Isso fará com que o mês de Março se inicie com tempo seco, logo após a ocorrência de tempestades severas no final de Fevereiro.

Essas regiões também registrarão quedas expressivas nas temperaturas máximas e mínimas durante a primeira semana de Março, graças ao avanço dessa massa de ar frio. O resultado será um clima típico de outono, mais frio e seco, ocorrendo em pleno verão.