Chuva e rajadas de vento voltam ao Paraná: milho tombado ainda desafia a colheita

Com 7% do milho safrinha ainda no campo, áreas do Paraná já atingidas por tombamento podem enfrentar nova chuva e rajadas no fim de semana, elevando o risco operacional e exigindo prioridade criteriosa na colheita paranaense restante.

Com 7% do milho safrinha ainda no campo, o Paraná enfrenta uma nova rodada de chuva e rajadas que pode dificultar a colheita das lavouras já atingidas por tombamento.
Com 7% do milho safrinha ainda no campo, o Paraná enfrenta uma nova rodada de chuva e rajadas que pode dificultar a colheita das lavouras já atingidas por tombamento.

O milho da segunda safra ainda ocupa 7% da área do Paraná quando uma nova rodada de chuva e vento chega entre sábado (19) e segunda-feira (21). Cascavel, Guarapuava e Ponta Grossa estão entre os polos onde milho e trigo terão operações novamente condicionadas pelo tempo, após poucos dias de avanço possível no campo.

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A colheita do cereal alcançou 93%, mas as precipitações anteriores interromperam as máquinas e rajadas provocaram tombamento de plantas. Agora, acumulados semanais acima de 100 milímetros em setores paranaenses podem reduzir novas janelas de trabalho, enquanto o trigo também enfrenta paralisações com 20% colhido.

Frente de instabilidade devolve chuva e vento ao campo

Depois de uma quinta-feira ainda aproveitável, a instabilidade avança no sábado, 19, e persiste até segunda, 21. A previsão pontual indica 54 milímetros no período em Cascavel, outros 54 milímetros em Guarapuava e 38 milímetros em Ponta Grossa. No oeste, centro-sul e Campos Gerais, a sequência de três dias molhados tende a elevar rapidamente a umidade do solo e encurtar o intervalo disponível para as máquinas.

Alta probabilidade de chuva atinge o Paraná no sábado, com maior risco no centro-sul do estado.
Alta probabilidade de chuva atinge o Paraná no sábado, com maior risco no centro-sul do estado.

O sinal regional é mais amplo: no acumulado semanal, áreas do oeste, centro, Região Metropolitana de Curitiba e litoral podem ultrapassar 100 milímetros. Isso não significa esse volume em todas as propriedades. Curitiba, por exemplo, tem cerca de 28 milímetros previstos entre sábado (19) e segunda-feira (21), enquanto diferenças locais dependerão da posição das tempestades e da duração de cada núcleo.

Rajadas voltam a ameaçar o milho já acamado

O problema não é somente atrasar os 7% restantes. Em talhões de Cascavel, Toledo e Guarapuava onde as plantas já tombaram, novas rajadas podem aumentar a inclinação, aproximar espigas do solo e dificultar sua entrada na plataforma. Para o fim de semana, as rajadas chegam a 60 km/h em Cascavel, 59 km/h em Ponta Grossa e 57 km/h em Guarapuava.

Previsão de chuva acumulada até segunda-feira, 21 de setembro.
Previsão de chuva acumulada até segunda-feira, 21 de setembro.

Com 93% da safrinha retirada, a exposição é menor do que semanas atrás, porém está concentrada justamente no milho mais tardio ou que perdeu ritmo de colheita.

Em Curitiba, Guarapuava e nos Campos Gerais, o trigo, com 20% colhido, disputa a mesma janela operacional.

Chuva sobre grãos maduros pode elevar a umidade, exigir secagem e reduzir a capacidade diária das colhedoras, além de ampliar o tempo de permanência das espigas vulneráveis no campo.

O que fazer antes da mudança do tempo

Até sexta-feira, 18, produtores e cooperativas podem usar a pausa da chuva para vistoriar os talhões e ordenar a retirada pelo risco, sem forçar máquinas em solo sem sustentação.

A prioridade não depende apenas da produtividade: deve combinar grau de tombamento, umidade dos grãos, acesso, capacidade de secagem e previsão local em Cascavel, Toledo e Ponta Grossa.

  • Mapear primeiro reboleiras tombadas e espigas próximas do solo.
  • Conferir umidade do grão e espaço disponível em secadores e armazéns.
  • Ajustar velocidade e plataforma após avaliar o sentido do acamamento.
  • Suspender a entrada quando o solo perder capacidade de suporte nas áreas mais afetadas.

O risco muda de natureza a partir de sábado: deixa de ser apenas uma corrida contra o relógio e passa a envolver tráfego em solo úmido, novas rajadas e possíveis perdas na plataforma.

Em Guarapuava, Cascavel e Ponta Grossa, uma vistoria após cada temporal será necessária; os 100 milímetros regionais não confirmam perda de produtividade, que dependerá do talhão e deverá ser avaliada localmente.