Algodão: calor perto de 40°C e ar seco favorecem colheita no Centro-Oeste e MATOPIBA
Calor próximo de 40°C e umidade entre 20% e 30% favorecem maturação, desfolha e colheita do algodão em MT, GO e MATOPIBA, mas exigem cuidado com aplicações, poeira, fogo e operação das máquinas no campo nesta semana.

O tempo seco deve manter uma janela favorável para maturação, desfolha, abertura dos capulhos, colheita e transporte do algodão entre esta quinta-feira (9) e domingo (12). A baixa umidade fica entre 20% e 30% nas tardes em Mato Grosso, Goiás, Tocantins, oeste da Bahia, sul do Maranhão e sul do Piauí, com máximas de 35°C a 38°C e pontos perto de 40°C no norte do Tocantins e no interior do Brasil Central.
O sinal é duplo. A falta de chuva reduz o risco de umedecimento da fibra e ajuda a entrada das máquinas, mas o calor forte aumenta poeira, risco de fogo e evaporação rápida em aplicações. Em áreas como Sapezal, Sorriso, Primavera do Leste, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Balsas e Uruçuí, a decisão passa a ser escolher bem os horários de pulverização e colheita.
Tempo seco acelera maturação em MT e oeste da BA até o fim de semana
Em Mato Grosso, a chuva deve ficar muito baixa nos próximos dias, com exceção de instabilidades mais distantes do noroeste do estado. O padrão favorece lavouras em enchimento final das maçãs, maturação e início de abertura dos capulhos em Sapezal, Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis. As máximas podem ficar perto de 35°C no norte de MT, com umidade abaixo de 30% à tarde.

No oeste da Bahia, a condição também é favorável para avanço fenológico e preservação da fibra. Luís Eduardo Magalhães, São Desidério, Barreiras, Correntina e Formosa do Rio Preto devem seguir com chuva próxima de zero no curto prazo. Para lavouras já em abertura dos capulhos, esse tempo seco reduz o risco de mancha, apodrecimento e perda de qualidade; para áreas mais atrasadas, acelera o acúmulo térmico e a maturação.
Baixa umidade exige cuidado com desfolha e aplicações à tarde
A massa de ar seco será mais sentida entre 12h e 17h, quando a temperatura sobe e a umidade cai rapidamente. Em Goiás, Tocantins, sul do Maranhão e sul do Piauí, a umidade pode ficar perto de 20% a 30%, com calor de 36°C a 38°C em vários pontos. No norte do Tocantins, valores próximos de 40°C mantêm maior estresse operacional no campo.

Os principais ajustes para o manejo são práticos:
• GO e TO: calor de 35°C a 38°C aumenta evaporação de gotas e reduz a janela segura para aplicações;
• oeste da BA: chuva próxima de zero favorece capulho aberto, mas exige atenção com poeira na colheita;
• sul do MA e sul do PI: Balsas, Uruçuí, Bom Jesus e Corrente seguem secos, com risco maior de fogo;
• MT: Sapezal e Primavera do Leste têm boa janela de campo, mas aplicações devem evitar o meio da tarde.
Frente fria muda o Sul, mas algodão segue com janela favorável
A frente fria do fim de semana deve alterar mais o Sul, o sul de Mato Grosso do Sul e parte do Sudeste. Para o eixo principal do algodão em MT, GO, TO, oeste da BA, sul do MA e sul do PI, o impacto direto deve ser pequeno até domingo. A chuva mais organizada fica afastada das principais áreas cotonícolas, mantendo baixo risco de interrupção ampla da colheita.

O ponto de atenção é acompanhar a virada da próxima semana. Se pancadas isoladas avançarem para áreas em capulho aberto, mesmo volumes de 5 mm a 15 mm podem atrasar a colheita e elevar a umidade da fibra.
Até lá, o produtor deve priorizar talhões prontos, evitar pulverizações com umidade muito baixa e manter aceiros e controle de faíscas em máquinas, porque o ar seco aumenta o risco de incêndio.