Guia do céu de outubro: veja os principais fenômenos astronômicos
Outubro chega com uma série de fenômenos astronômicos que poderão ser observados no céu ao longo do mês. Chuvas de meteoros, encontros aparentes entre a Lua e planetas e lançamentos. Confira os principais destaques e as melhores datas para observá-los.

Outubro terá uma programação variada no céu, com planetas, encontros aparentes entre a Lua e outros astros e chuva de meteoros entre os principais destaques. Saturno estará em oposição no início do mês. Ao longo das semanas, também será possível acompanhar Marte próximo da região das Plêiades.
O principal destaque do mês será a chuva de meteoros Orionídeas, que atinge seu pico na noite de 21 para 22 de outubro de 2026. Produzida por partículas deixadas pelo cometa Halley ao longo de sua órbita. Em condições ideais, podem produzir cerca de 20 meteoros por hora.
No campo da exploração espacial, outubro também terá missões importantes, incluindo lançamentos de satélites. Um dos destaques previstos para o mês é a missão japonesa Martian Moons eXploration (MMX), que estudará Fobos, uma das luas de Marte, e deverá coletar amostras para análise na Terra.
Encontros no céu
Outubro terá uma sequência de encontros aparentes entre a Lua, planetas e aglomerados estelares. Em 5 de outubro, a Lua estará próxima de Marte, enquanto no dia seguinte passará pela região de Júpiter; já em 7 de outubro, Mercúrio e Vênus aparecerão próximos no céu.
No dia 24, a Lua ficará próxima de Saturno, e entre 27 e 28 de outubro nosso satélite passará pela região das Plêiades, um aglomerado aberto com centenas de estrelas, das quais algumas são visíveis a olho nu.
Chuva de meteoros
A chuva de meteoros Orionídeas estará ativa de 2 de outubro a 7 de novembro de 2026, com o pico previsto para a noite de 21 para 22 de outubro. O fenômeno poderá ser observado a olho nu em todo o Brasil. Em condições ideais, a atividade pode chegar a 10 a 20 meteoros por hora, embora a taxa real varie.

Os meteoros das Orionídeas entram na atmosfera terrestre a aproximadamente 66 km/s, uma velocidade que produz traços luminosos rápidos no céu. O melhor período para observá-los será durante a madrugada, quando a região do céu associada ao fenômeno estiver mais alta no horizonte.
Chuva de meteoros do Halley
As Orionídeas são conhecidas como a “chuva de meteoros do cometa Halley” porque os grãos de poeira que dão origem ao fenômeno foram deixados pelo cometa ao longo de suas passagens pelo Sistema Solar interno. O Halley libera partículas de poeira e pequenos fragmentos por causa do aquecimento provocado pelo Sol.
Quando a Terra atravessa essa corrente de partículas, os grãos entram na atmosfera em alta velocidade e são aquecidos pela compressão do ar à sua frente, produzindo os rastros luminosos chamados meteoros. As partículas das Orionídeas parecem surgir da direção da constelação de Órion.
Martian Moons eXploration
No campo da exploração espacial, o destaque vai para o lançamento da Martian Moons eXploration (MMX) com lançamento previsto para 20 de outubro de 2026 e será dedicada ao estudo das luas marcianas Fobos e Deimos. A missão investigará principalmente a origem desses dois satélites.

Um dos principais objetivos da MMX será trazer essas amostras de volta à Terra para análise laboratorial. A chegada a Marte está prevista para 2027, enquanto o retorno das amostras à Terra deve ocorrer em 2031, com pouso planejado na Austrália. A missão conta ainda com participação internacional de instituições como NASA e ESA.