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Tempestades geram estragos e vítimas no Sul do país

Tempestades intensas atuam no sul do Brasil desde a noite de terça-feira (08/01) até o presente momento (09/01). As cidades de Uruguaiana, Alegrete já decretaram situação de emergência.

Davi Moura Davi Moura 09 Jan. 2019 - 18:34 UTC
Em Uruguaiana, casas ficaram destelhadas pelo vento forte. Fonte: G1.

As chuvas chegaram pelo oeste gaúcho na noite de terça-feira (08/01) e se intensificaram na madrugada atingindo também (com menor proporção) os demais estados do sul. Em Uruguaiana (RS), as tempestades derrubaram árvores, destelharam uma escola e alagaram ruas. O acumulado de precipitação já está acima de 200mm. A prefeitura de Uruguaiana publicou hoje (09/01) uma nota no site oficial divulgando que "inúmeros pontos da cidade estão sendo atendidos pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Rural (SEMIUR)".

A cidade de Algrete (RS) registrou 240 mm de precipitação em apenas 12 h. Pelo menos 7 famílias já foram retiradas de suas residências devido ao aumento do nível do Rio Ibirapuitã. Um homem de 43 anos foi morto ao ser atingido por uma árvore que caiu durante o temporal. O prefeito Márcio Amaral pediu apoio para enfrentar a situação caótica da cidade. Devido aos alagamentos e falta de energia, até os serviços de saúde foram afetados na cidade. Houve redução de 70% nos atendimentos.

Dom Pedrito, Bagé , São Vicente do Sul, Santa Maria e Santiago também registraram chuvas fortes e estragos durante o mesmo período. Em Bagé, por exemplo, houve registro de queda de galhos, alagamento de ruas e falta de luz. Durante a madrugada, os bombeiros tiveram que resgatar uma família, devido ao aumento do nível da água, no bairro Popular. De acordo com os dados da estação automática do INMET, Bagé já acumula 165 mm de chuva desde a madrugada.

Causa das Chuvas

Ao longo da madrugada, um sistema de baixa pressão (ciclônico) se intensificou e atuou nas proximidades do Rio Grande do Sul, o que favoreceu o desenvolvimento das tempestade. Os Jatos de baixos níveis (ventos na baixa troposfera que trazem umidade da Amazônia) e as correntes de jato (ventos na alta troposfera que atingem cerca de 40 m/s) também auxiliaram na formação de nuvens carregadas.

Imagens de satélite do GOES 16. Nuvens de tempestade se aproximaram pelo oeste gaúcho na madrugada.

As chuvas foram tão intensas no oeste gaúcho que auxiliaram para que o acumulado de precipitação deste mês de Janeiro ficasse acima da média climatológica (150mm).

Previsão

O Rio Grande do Sul e Santa Catarina devem permanecer em alerta nesta quarta feira e na madrugada de quinta feira. As chuvas devem continuar atuando principalmente no sul do Rio Grande do Sul. De acordo com o modelo Eta, chuvas isoladas devem ocorrer até sábado em todo o sul do país. O extremo sul do Rio Grande do Sul será o mais afetado até o final da semana.

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