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Maio 2018: o que ocorreu no Brasil e no mundo?

O mês de maio de 2018 foi mais seco que o normal em grande parte do Brasil, assim como em outras regiões do mundo. Além disso, alguns eventos meteorológicos extremos ocorreram nesse mês em diferentes partes do globo.

Paola Bueno Paola Bueno 05 Jun. 2018 - 12:08 UTC
Grande parte do Brasil ficou sobre o predomínio do tempo seco no mês de maio.

O mês de maio foi marcado pela falta de chuvas em grande parte do Brasil. Algumas regiões, que já haviam passado por um déficit de precipitação em abril, continuaram nas mesmas condições de secura.

O sudeste do Brasil foi uma das regiões que fecharam o mês de maio com chuvas abaixo do normal. A cidade de São Paulo teve o maio mais seco dos últimos 18 anos, e o quinto mais seco em 57 anos, isso logo após registrar o terceiro abril mais seco em 40 anos. De acordo com o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), em alguns pontos da cidade a chuva ficou 86% abaixo do normal. Foram contabilizados somente dois dias de chuva na cidade, que ocorreram com a passagem de uma frente fria.

Devido a essa secura, o estado de São Paulo tem registrado muitos focos de queimadas, colocando-o em terceiro lugar no ranking de estados com maior número de focos de queimadas do Brasil. Perdendo somente para o Tocantins, em segundo lugar, e Mato Grosso, que lidera o ranking. E, de acordo com o INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Brasil está em terceiro lugar no ranking de queimadas da América do Sul, com mais de 10 mil queimadas registradas desde o início de 2018.

Grande parte do Brasil registrou um déficit de precipitação e algumas regiões tiveram temperaturas acima da média. Fonte: CPTEC/INPE

Poucas áreas do Brasil tiveram chuvas acima da média, uma delas foi o estado de Roraima, que teve um mês de maio bem chuvoso, devido principalmente à atuação da Zona de Convergência Intertropical. Nos dez primeiros dias de maio a capital Boa Vista já havia acumulado cerca de 80% do total de chuva esperado para todo o mês.

Apesar da entrada da 1ª onda de frio intensa de 2018, que ocorreu entre os dias 18 e 22 de maio, que derrubou as temperaturas principalmente no Centro-Sul do Brasil, a temperatura média desse mês ficou acima da média para alguns locais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país.

O que foi observado no mundo

Não foi só no Brasil que o mês de maio foi mais seco que o normal, a Austrália teve seu mês de maio mais seco desde o início de seus registros meteorológicos. No Reino Unido esse mês foi o maio mais quente desde 1910, em relação as temperaturas máximas. A Dinamarca também teve o maio mais quente desde 1889. Até mesmo nos Estados Unidos, que teve um abril mais frio que o normal, as temperaturas ficaram bem acima da média nesse mês. Portanto, tudo indica que esse mês entrará para o ranking dos mais quentes da história global.

Esse mês também foi marcado pelo início antecipado da temporada de furacões do Atlântico, com a formação da tempestade tropical Alberto no dia 25 de maio. Essa tempestade causou grande inundações em Cuba, ocasionando em 7 mortes, e diversos deslizamentos de terra e enchentes nos estados americanos da Flórida, Mississípi, Alabama e Carolina do Norte, onde 4 mortes foram registradas.

No dia 25 de maio formou-se a primeira tempestade tropical da temporada de furacões de 2018, tempestade tropical Alberto. Fonte: NASA.

Fortes tempestades de areia atingiram o norte da Índia no meio do mês, ocasionando em cerca de 40 mortes. Além disso, um ciclone tropical denominado de Sagar atingiu a Somália no dia 19 de maio, 31 pessoas morreram devido a passagem desse ciclone, que é bem incomum de atingir essa região.

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