Não é frente fria: entenda como um grande anticiclone traz frio e chuva ao Brasil nesta semana
Circulação pós-frontal transporta umidade do oceano para o continente, mantendo o tempo nublado e com chance de chuva na faixa leste do país.
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A frente fria que avançou nos últimos dias de maio teve um caráter predominantemente oceânico, ou seja, permaneceu mais afastada do continente e concentrou seus principais efeitos sobre a faixa leste das regiões Sul e Sudeste.
Agora, a frente se encontra distante do Brasil, mas isso não significa o fim de sua influência. Como ocorre em todos os sistemas frontais, ela é acompanhada por um anticiclone pós-frontal, uma área de alta pressão associada à massa de ar frio que avança na sua retaguarda. É justamente esse sistema que passa a ter maior influência sobre o tempo nos próximos dias.
Além de manter as temperaturas mais baixas, a circulação dos ventos ao redor do anticiclone (sentido anti-horário) continua transportando umidade do Oceano Atlântico para o continente. Com isso, áreas da faixa leste do país seguem com muita nebulosidade e condições para chuva, mesmo após o afastamento da frente fria para o oceano. Confira os detalhes.
Predomínio de nebulosidade e condições de chuva
Ao longo de toda a semana um grande anticiclone pós-frontal irá afetar a faixa leste das regiões Sul e, principalmente, Sudeste do Brasil. As chuvas, no geral, devem ser fracas, embora possam ser pontualmente moderadas em alguns momentos. Até o final de terça-feira (2), chuvas fracas a moderadas podem atingir o Rio de Janeiro, Espírito Santo e a faixa leste de Minas Gerais.

Nos próximos dias a maior probabilidade é de chuvas fracas e bastante nebulosidade na faixa leste do Sul e Sudeste, favorecidas pelo fluxo de umidade associado à circulação do anticiclone. O mapa abaixo ilustra este cenário fazendo um recorte para quinta-feira (4). O anticiclone é representado pela letra H nos campos de pressão, e aparece centrado a leste da Argentina.

Ao contrário de um sistema de baixa pressão, no Hemisfério Sul um anticiclone tem giro anti-horário (contrário ao sentido do relógio). Na prática, o vento que chega na costa Sul-Sudeste é de leste/sudeste, ou seja, do oceano para o continente, o que transporta umidade e favorece nebulosidade e precipitação. Este padrão deve se manter até sexta-feira (5).
Ao mesmo tempo, o anticiclone também mantém o ar frio sobre o Sul e Sudeste do país. Sobre o Sudeste estão previstas anomalias negativas de temperatura, ou seja, temperaturas abaixo da média, devem predominar na primeira semana de junho.

Entre sexta (5) e sábado (6) o frio ganha um reforço no Sudeste, quando mínimas abaixo de 10°C estão previstas se espalharem em áreas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
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