Frio rigoroso e abrangente pode marcar a segunda metade de junho; veja a tendência

Uma nova massa de ar polar provocará uma nova onda de frio na segunda quinzena de junho, derrubando as temperaturas no Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte, com risco de geadas e temperaturas abaixo da média nos últimos dias do outono.
- Mais informações: O inverno pode começar com El Niño?
Nesta segunda-feira (1), Junho está se iniciando com o avanço de uma massa de ar frio sobre grande parte do Brasil. O sistema está fazendo as temperaturas caírem especialmente na região Sudeste, mas também afetará as regiões Sul (PR e SC), Centro-Oeste (MS, GO e DF) e Nordeste (BA) ao longo dos próximos dias.
Apesar de não haver previsão de outras massas de ar frio intensas avançando pelo país nos próximos dias, a atuação da massa atual será duradoura, e já há previsão de uma nova massa de ar frio avançando na segunda quinzena de Junho.
Frio abrangente marca segunda quinzena de Junho
Previsões de anomalia de temperatura entre os dias 15 e 22 de Junho mostram uma nova massa de ar frio avançando pelo país. Esse sistema fará as temperaturas caírem em boa parte do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e até mesmo parte do Norte (RO, AC e sul do AM). A abrangência deste sistema pode ser observada na imagem abaixo.

Isso fará com que os últimos dias do Outono, que termina oficialmente dia 21 de Junho com o solstício de Inverno, sejam marcados por um frio rigoroso e bastante abrangente no Brasil, que começará a avançar pelo país entre os dias 16 e 17 de Junho. Com o avanço deste sistema, há risco de ocorrência de novas geadas sobre o país, em estados do Sul e Sudeste.
No entanto, as previsões também indicam que o início do Inverno já pode ser marcado por uma mudança nas condições meteorológicas, com frio menos acentuado e temperaturas voltando a patamares acima da média já dos primeiros dias da estação, como pode ser observado abaixo.

Essa mudança pode estar sinalizando o início de uma quebra de padrão durante o Inverno, estação que pode acabar se mostrando muito diferente do Outono. Essa mudança de padrão pode estar, em parte, associada à consolidação do El Niño no oceano Pacífico, que ocorrerá já neste trimestre Abril-Maio-Junho.
Vale lembrar que o El Niño costuma estar associado a diversos efeitos meteorológicos, como um aumento das chuvas no Sul do país, condições mais secas e quentes no Norte e em partes do Nordeste, e um aumento das temperaturas e do calor em grande parte do país, embora os efeitos possam variar de intensidade a cada evento.
Em outras palavras, quando o El Niño se consolidar, um dos seus efeitos virá na forma de um aumento das temperaturas médias no centro-sul do país, que pode já ser sentido ao longo deste inverno.
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