Nova frente fria e ciclone já têm data para atingir o Brasil; saiba o que esperar e quando

O mês de setembro vai terminar com a formação de mais um ciclone extratropical e sua frente fria associada afetando o Brasil; confira os detalhes.

Uma nova onda de tempestades intensas está prevista sobre regiões ainda fragilizadas pelos eventos extremos registrados nas últimas semanas.
Uma nova onda de tempestades intensas está prevista sobre regiões ainda fragilizadas pelos eventos extremos registrados nas últimas semanas.

O mês de setembro vai terminar com a formação de mais um ciclone extratropical e sua frente fria associada afetando o Brasil. Antes mesmo da formação do sistema, prevista para a quarta-feira (30), as condições atmosféricas já favorecem a ocorrência de tempestades intensas e chuva volumosa na Região Sul a partir deste fim de semana.

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Na sequência, a frente fria associada ao ciclone avançará por uma ampla área do Centro-Sul do país, provocando mudanças no tempo e aumentando o risco de tempestades em diversas regiões. Este quadro acende um novo alerta para o Centro-Sul do Brasil, que vem enfrentando episódios de tempo severo ao longo da segunda quinzena de setembro. Confira os detalhes.

Alerta de tempestades e chuvas volumosas

A pressão atmosférica começará a cair sobre o Sul do país nos próximos dias, favorecendo a organização de áreas de instabilidade que devem provocar tempestades potencialmente intensas ainda no fim de semana. O sistema tende a se aprofundar até a terça-feira (29), culminando na formação do ciclone na quarta-feira (30).

Previsão de formação de ciclone extratropical no oceano Atlântico, a sudeste da costa do Rio Grande do Sul e Uruguai para quarta-feira (30), segundo o ECMWF.
Previsão de formação de ciclone extratropical no oceano Atlântico, a sudeste da costa do Rio Grande do Sul e Uruguai para quarta-feira (30), segundo o ECMWF.

A onda de tempestades relacionada a este quadro terá início no domingo (27) na metade oeste do Rio Grande do Sul, se espalhando sobre toda a Região Sul até terça-feira (29), conforme se intensificam.

O maior potencial de severidade é na porção oeste da Região Sul e sobre o Rio Grande do Sul, com risco de granizo e vendavais, não se descartando supercélulas com potencial de causar tornados isolados ou microexplosões.

Previsão de tempestades para terça-feira (29), segundo o ECMWF.
Previsão de tempestades para terça-feira (29), segundo o ECMWF.

As chuvas devem ser muito intensas e volumosas, especialmente sobre o Rio Grande do Sul entre domingo (27) e terça-feira (29), com acumulados diários considerados ‘incomuns’ que podem ultrapassar 80 mm por dia, de acordo com o índice de previsão extrema (EFI) do modelo ECMWF, de confiança da Meteored.

EFI para precipitação do ECMWF para domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF.
EFI para precipitação do ECMWF para domingo (27, esquerda), segunda (28, centro) e terça-feira (29, direita). Créditos: Meteored/ECMWF.

Na quarta-feira (30), conforme o ciclone se consolida, sua frente fria irá passar a atuar entre o norte do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, avançando sobre o Centro-Oeste e Sudeste na sequência, enquanto organiza um corredor de umidade até a região Amazônica. A frente fria vai organizar tempestades com chuvas volumosas em todo o Centro-Sul do país e alcançar o sul do Nordeste.

Previsão de chuva para quinta-feira (1), segundo o ECMWF.
Previsão de chuva para quinta-feira (1), segundo o ECMWF.

Os maiores acumulados até o final de quinta-feira (1) estão previstos para o Rio Grande do Sul, onde os volumes podem alcançar entre 150 a 200 mm, a princípio, na região da Campanha Gaúcha. Em outros pontos isolados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro as chuvas também podem acumular mais de 100 mm.

Previsão de chuva acumulada até o final da quinta-feira (1), segundo o ECMWF.
Previsão de chuva acumulada até o final da quinta-feira (1), segundo o ECMWF.

Os modelos meteorológicos operacionais de previsão do tempo atualizam a previsão a cada hora, ao assimilar dados observados. Portanto, esta é uma tendência para o fim do mês, tanto os máximos acumulados quanto as posições onde eles estão previstos podem variar até lá, sendo necessário monitorar a evolução do sistema e continuar acompanhando os alertas meteorológicos.