Grave risco de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra mantém MG, RJ e ES sob alerta por mais 6 dias
Chuvas persistentes e volumosas associadas à ZCAS elevam ao máximo o risco de transtornos à população pelo menos até segunda-feira (26).

Como alertado pela Meteored, as chuvas intensas e persistentes relacionadas ao segundo episódio do ano da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) vêm causando chuvas extremas na Região Sudeste do Brasil. Os acumulados nas últimas 48 horas ultrapassam 100 mm em diversas cidades nos quatro estados da região.
Neste intervalo de tempo, enquanto em Minas Gerais os maiores acumulados se aproximam de 150 mm, os maiores volumes registrados até a manhã desta quarta-feira (21) em estações meteorológicas oficiais são:
- Petrópolis (RJ): 195,8 mm
- Itanhaém (SP): 182,3 mm
- Linhares (ES): 166,0 mm
- Angra dos Reis (RJ): 160,1 mm
Com isso, há relatos de diversos tipos de transtornos. Essa situação irá se agravar nos próximos dias entre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, uma vez que chuvas intensas devem continuar sobre a região até, pelo menos, segunda-feira (26), com novos acumulados superiores a 200 mm até lá. Confira os detalhes.
Alerta de chuvas extremas até sexta-feira
O Índice de Previsão Extrema (EFI) para precipitação, do modelo ECMWF, indica quando as previsões diárias apontam para valores muito acima do padrão climatológico da região. O índice compara as projeções do modelo com sua própria climatologia de longo prazo, destacando a possibilidade de:
- Eventos incomuns (volumes acima do normal), quando entre 0,5 e 0,8
- Eventos extremos (entre os mais raros, com alto potencial para chuvas muito acima do esperado), quando entre 0,8 e 1,0
Na quinta-feira (22), assim como nesta quarta-feira (21), as chuvas devem permanecer em patamares extremos sobre Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo, conforme indicado no mapa abaixo.

Na sexta-feira (23), o EFI aponta para chuvas incomuns, sem ultrapassar o limiar de evento extremo, além de uma redução na área afetada. Ainda assim, diante dos elevados acumulados já registrados e do solo encharcado, o potencial para impactos graves permanece elevado.
A partir de sábado (24), o EFI não destaca eventos incomuns ou extremos, mas chuvas localmente intensas ainda devem ocorrer até, pelo menos, segunda-feira (26) nessas regiões.
Chuvas fortes continuam até segunda-feira
Como mostrado através do EFI, as chuvas mais volumosas estão previstas entre quarta (21) e quinta-feira (22). Na área destacada em vermelho na probabilidade de chuva prevista para quinta-feira (22), as chuvas devem ser praticamente intermitente (sem trégua) até o final da sexta-feira (23), especialmente desde o noroeste e centro de Minas Gerais, passando pelo leste do estado, até o centro-norte do Rio de Janeiro e o sul do Espírito Santo.

Ao longo da sexta-feira (23), as chuvas começam a diminuir. Entre o sábado (24) e a segunda-feira (26), as chuvas devem ser menos volumosas, especialmente durante a manhã, mas ganham força principalmente no período da tarde, quando estão previstas tempestades.
No sábado (24) o maior potencial de severidade das tempestades está previsto para a área entre o norte do Rio de Janeiro e o Sul do Espírito Santo, e também entre o norte e centro de Minas Gerais.

No domingo (25), as chuvas devem ser mais intensas no norte do Rio de Janeiro e na Zona da Mata, em Minas Gerais, durante a tarde, contando também com formação de tempestades.

Até o final da segunda-feira (26), novos acumulados entre 200 mm e 300 mm estão previstos, abrangendo áreas desde o noroeste e centro de Minas Gerais, passando pelo leste do estado, até o Rio de Janeiro e o Espírito Santo. De acordo com a rodada atual do ECMWF, os maiores volumes podem ocorrer no noroeste de Minas Gerais, onde os acumulados chegam a 278 mm.

Em toda a área destacada em na cor rosa escuro no mapa acima os volumes previstos ultrapassam 200 mm, o que deve causar diversos transtornos para a sociedade e riscos à população.
Potencial de graves impactos
A manutenção das chuvas intensas e novos acumulados superiores a 200 mm traz um cenário de elevado risco de enchentes, inundações e alagamentos.
Nesses locais, mesmo precipitações adicionais de menor intensidade podem desencadear movimentos de massa e cheias rápidas de rios. Diante desse cenário, a população que vive em áreas vulneráveis e as autoridades devem permanecer em estado máximo de atenção, acompanhando os avisos meteorológicos e seguindo os protocolos de prevenção e resposta a emergências.