Frio intenso leva riscos às pastagens no RS, SC e PR

Ar polar mantém frio intenso no Sul nesta semana e aumenta o risco de geada em áreas do RS, SC e PR, com reflexos em pastagens, bezerros, gado de leite e manejo rural nos próximos dias frios.

Temperatura prevista para quinta-feira (21) mostra madrugadas frias no Sul, com marcas baixas no RS, SC e PR e maior risco de geada em áreas de altitude.
Temperatura prevista para quinta-feira (21) mostra madrugadas frias no Sul, com marcas baixas no RS, SC e PR e maior risco de geada em áreas de altitude.

O ar polar que avançou pelo Centro-Sul mantém a Região Sul em alerta para frio intenso e geada nesta semana. Entre terça e quinta-feira, as madrugadas mais geladas devem atingir o Rio Grande do Sul, o oeste e o centro de Santa Catarina e o sudoeste do Paraná, com mínimas próximas de 5°C e valores negativos nas áreas altas da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense.

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A queda de temperatura não preocupa apenas pela sensação de frio nas cidades. No campo, a geada pode queimar pastagens, reduzir a oferta de forragem e exigir ajustes rápidos no manejo de gado de leite, gado de corte e bezerros. Como as tardes também devem seguir frias, com máximas abaixo de 18°C em boa parte do Sul até sexta-feira, o desconforto pode durar vários dias.

Ar polar mantém madrugadas geladas no Sul

O frio mais forte deve aparecer nas primeiras horas do dia, quando o ar seco e gelado favorece perda de calor junto ao solo. É nesse período que a geada se forma com mais facilidade, principalmente em baixadas, campos abertos e áreas de maior altitude. No mapa, a faixa de maior atenção se estende da Campanha e Serra do RS ao Planalto Sul catarinense e ao sudoeste do PR.

Anomalia de temperatura para quinta-feira (21) destaca frio abaixo da média em grande parte do Sul, reforçando o risco de geada e estresse nas pastagens.
Anomalia de temperatura para quinta-feira (21) destaca frio abaixo da média em grande parte do Sul, reforçando o risco de geada e estresse nas pastagens.

Mesmo em áreas onde a temperatura não fica negativa, mínimas perto de 5°C já podem formar geada em pontos localizados. A diferença entre a medição oficial e a temperatura na altura da planta costuma ser importante: o termômetro pode marcar alguns graus acima de zero, enquanto folhas e pasto amanhecem esbranquiçados.

Pastagens sentem a geada antes do rebanho

Nas pastagens, o primeiro impacto costuma aparecer nas folhas. A geada desidrata e queima a parte aérea das forrageiras, reduzindo a qualidade do pasto disponível nos dias seguintes. Em campos naturais, azevém, aveia e pastagens perenes, a resposta depende da intensidade do frio, da umidade do solo e do estágio de crescimento das plantas.

Para o produtor, o risco maior é a queda temporária da oferta de alimento verde.

Quando o pasto perde qualidade ou demora a rebrotar, o animal precisa gastar mais energia para manter a temperatura corporal, justamente em um período de menor disponibilidade de forragem. Os principais pontos de atenção são:

  • baixadas e campos abertos, onde o frio se acumula;
  • pastagens recém-rebrotadas ou com pouca massa;
  • bezerros, vacas em lactação e animais debilitados;
  • necessidade de suplementação e abrigo contra vento.

Pecuária precisa ajustar manejo até sexta-feira

Na pecuária de leite, o frio pode afetar conforto térmico, consumo de alimento e rotina de ordenha, especialmente em propriedades com animais expostos à umidade e ao vento. Bezerros merecem atenção redobrada porque perdem calor com mais facilidade e podem sentir mais a combinação de madrugada fria, piso molhado e vento persistente. Nesses casos, abrigo seco e suplementação adequada ajudam a reduzir o estresse e manter a produção mais estável.

Na pecuária de corte, o cuidado principal é garantir água, alimento e abrigo natural ou artificial. O frio tende a ser manejável, mas a sequência de vários dias com manhãs geladas e tardes pouco aquecidas aumenta a exigência energética dos animais. Onde a geada for mais forte, a avaliação das pastagens ao longo da semana será decisiva para evitar perda de desempenho do rebanho. O acompanhamento diário permite ajustar o manejo antes que a queda na oferta de forragem comprometa o ganho de peso.

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