Eleita uma das mais bonitas do mundo, vila no Pará esconde fenômeno raro de rios que não se misturam
Vila balneária localizada no município de Santarém, no Pará, às margens do Rio Tapajós, é palco de belos cenários naturais, como o fenômeno de rios que correm lado a lado sem se misturar.

Alter do Chão é uma vila balneária localizada no município de Santarém, no Pará, às margens do Rio Tapajós. Fica a cerca de 1.300 km da capital Belém, em plena Amazônia paraense.
Este lugar abriga lindas praias de água doce e paisagens dignas dos mais espetaculares cenários amazônicos.
E é por lá que ocorre o famoso fenômeno de rios que correm lado a lado sem se misturar. Entenda melhor abaixo.
Que rios são esses e por que eles não se misturam?
Alter do Chão é um belo destino turístico para conhecer, oferecendo passeios que levam a praias, rios, lagoas, florestas, comunidades ribeirinhas, igapós, igarapés, florestas e canais, que juntos dão o tom da beleza da região.
E um dos seus principais atrativos é o fenômeno de dois rios diferentes que correm lado a lado, mas sem as suas águas se misturarem. É o chamado ‘Encontro das Águas’.
Os rios Tapajós e Amazonas correm lado a lado por cerca de 6 a 11 km sem se misturar, e é possível observar com clareza a separação entre os dois, com o primeiro tendo águas azuis-esverdeadas e o segundo águas barrentas de cor marrom.

O fenômeno acontece na altura da orla de Santarém e pode ser visto diretamente da orla (centro da cidade) ou através de passeios de barco/lancha operados que levam os turistas até a linha de divisão exata.
Os rios não se misturam, pelo menos, não logo de início, devido às diferenças de temperatura, densidade e velocidade.
O Tapajós tem águas mais frias, em média de 26ºC a 28ºC, e não tem muito sedimento para ser arrastado, por isso ele é límpido e transparente.
Já o Rio Amazonas tem águas mais quentes, variando de 28ºC a 32ºC, e carrega águas barrentas e sedimentos como argila e areia vindos dos Andes, por isso tem coloração mais barrenta e é mais denso que o Tapajós.
E um detalhe: esse fenômeno é melhor observado durante a vazante dos rios no verão Amazônico. É neste período que também surgem as ‘praias’ do Tapajós, quando o nível das águas baixa e as areias acumuladas nas suas margens ficam expostas, formando as praias fluviais.
Referências da notícia
A vila onde dois rios se encontram sem se misturar e criam 2 paraísos diferentes eleito um dos mais bonitos do planeta. 13 de junho, 2026. Maura Pereira.
Encontro das Águas: por que o Rio Tapajós e o Amazonas não se misturam? 16 de agosto, 2022. Éric Moreira.
Encontros das águas: saiba em que locais ocorre o fenômeno na Amazônia. 7 de março, 2022. Karina Pinheiro.