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Desenvolveram um sistema de fotossíntese artificial 10 vezes mais eficiente

Hoje em dia um dos maiores desafios da humanidade consiste em buscar alternativas eficazes no suprimento de demanda energética. Um estudo recente promete revolucionar os resultados alcançados pela ciência até então. Saiba mais!

Demanda energética
Como seria esse sistema de fotossíntese artificial?

Os seres humanos contam, há pelo menos 200 anos, com a utilização de combustíveis fósseis para gerar energia concentrada. Isso consiste em milhões de anos de fotossíntese compactados em uma substância densa em energia.

A principal questão é: esse suprimento não é infinito. Além disso, a humanidade já está ciente do enorme impacto negativo que o consumo de combustível fóssil gera no clima do planeta Terra.

Nem a natureza tem a solução para a quantidade de energia que utilizamos - disse o químico da Universidade de Chicago, Wenbin Lin.

Baseado nisso, os cientistas estão investigando a possibilidade de implementar um sistema de uma planta de modo a produzir os próprios tipos de combustível. Ou seja, uma fotossíntese artificial, mais eficiente do que a produzida naturalmente.

Um estudo recente, desenvolvido por químicos da Universidade de Chicago, publicado na Nature Catalysis demonstra um sistema inovador, mais produtivo e eficaz do que os sistemas anteriores, de geração de fotossíntese artificial.

Esse sistema tem a capacidade de produzir metano, etanol e outros combustíveis; diferentemente da fotossíntese natural, que produz carboidratos a partir dos compostos de água e dióxido de carbono.

O caminho a ser percorrido para que esse método abasteça um automóvel, por exemplo, é árduo. Mas, estudos como esse dão aos pesquisadores uma nova direção a ser explorada. Além disso, a execução desse projeto pode ser útil para a produção de outros produtos químicos a curto prazo.

O estudo foi capaz de preencher a lacuna de como o sistema artificial funciona a nível molecular.

É importante ressaltar que sem a fotossíntese natural nós não estaríamos aqui! Pois, graças a ela, temos oxigênio e suprimentos necessários à nossa sobrevivência como espécie. A vertente que o estudo aborda é a de que a fotossíntese natural dificilmente será suficiente para fornecer e manter a demanda humana de combustível fóssil.

Os cientistas buscam alternativas para reestruturar o processo de criação de combustíveis mais densos em energia, como o metano e etanol. Isso é eficiente no abastecimento de automóveis que necessitam de muito mais energia concentrada do que o abastecimento humano direto.

Naturalmente a fotossíntese é realizada por conjuntos complexos. Artificialmente os pesquisadores utilizam um arranjo diferente e complicado, que tem como objetivo se aproximar da eficiência da natureza.

O que diferencia a eficácia desse estudo?

Lin e sua equipe adicionaram algo que os sistemas de fotossíntese artificial até hoje não incluíram, os aminoácidos. Com isso, eles conseguiram fazer melhorias nas suas reações. Isto é, os aminoácidos ajudaram a reação a ser mais eficiente.

Ainda que a significância desse desempenho tenha superado todas as expectativas até o momento, ainda há um longo caminho antes da produção de combustível suficiente para uso generalizado. Essa descoberta também pode ser amplamente utilizada em outras reações químicas que visam aumentar sua eficiência.