Saiba o que observar no céu em julho de 2026: veja os principais fenômenos astronômicos

Saiba quais eventos poderão ser observados no céu, as melhores datas para acompanhar cada fenômeno e os destaques da exploração espacial ao longo de julho.

Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot
Julho terá chuvas de meteoros, observação do céu profundo e importantes missões espaciais. Confira os principais eventos astronômicos do mês. Crédito: Luc Perrot

Julho marca o primeiro mês completo do inverno no Hemisfério Sul e terá noites mais longas e condições favoráveis para a observação do céu. Esse aumento da duração da noite ocorre em razão da inclinação do eixo de rotação da Terra em relação ao plano de sua órbita ao redor do Sol.

Entre os principais destaques do mês está a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, que aconteceu no final de julho. O período também favorece a observação de objetos do céu profundo, como nebulosas, aglomerados estelares e regiões de formação de estrelas.

Além dos eventos astronômicos, julho também terá missões de exploração espacial. Entre eles está o lançamento da missão LOXSAT-1 e a missão tripulada Soyuz MS-29, responsável por transportar uma nova tripulação até a Estação Espacial Internacional.

Inverno no hemisfério Sul

As noites de julho são as mais longas do ano no hemisfério Sul devido à posição da Terra em sua órbita ao redor do Sol e à inclinação de 23,5° de seu eixo de rotação. Após o solstício de inverno, ocorrido no final de junho, o hemisfério Sul continua recebendo menor incidência de luz solar ao longo do dia.

As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no hemisfério Sul. Crédito: ESO
As longas noites de julho tornam o mês ideal para observar nebulosas, aglomerados estelares e outros objetos do céu profundo no hemisfério Sul. Crédito: ESO

À medida que a Terra continua seu movimento de translação ao redor do Sol, a duração dos dias começa a aumentar gradualmente após o solstício. Como resultado, as noites passam a ficar mais curtas, embora essa mudança ocorra de forma lenta e pouco perceptível nas primeiras semanas do inverno.

Chuva de meteoros

Julho também marca o retorno de uma atividade mais intensa de chuvas de meteoros com várias chuvas durante o mês. O destaque será a chuva de meteoros Delta Aquáridas do Sul, cujo pico acontece entre os dias 30 e 31 de julho.

Essa chuva é mais favorável para observadores do hemisfério Sul e pode produzir cerca de 25 meteoros por hora.

Apesar da elevada atividade prevista, a observação será prejudicada pelo brilho intenso da Lua, que estará próxima da fase cheia e reduzirá a visibilidade. Ainda assim, os rastros mais brilhantes poderão ser observados a olho nu em locais afastados da poluição luminosa.

Observação do céu profundo

Além disso, julho é considerado um dos melhores meses do ano para a observação de objetos do céu profundo. Nessa época, a faixa da Via Láctea permanece alta no céu durante grande parte da noite. Essa configuração proporciona condições boas para localizar nebulosas e galáxias.

Alguns dos alvos mais recomendados são a Nebulosa da Lagoa, o Aglomerado da Borboleta e o Aglomerado de Hércules, que podem ser observados com pequenos telescópios ou binóculos. Observadores com telescópios mais específicos conseguirão observar objetos como a Nebulosa Olho de Gato.

Missão LOXSAT-1

O mês também terá missões com foco na exploração espacial como o lançamento da missão LOXSAT, voltada ao desenvolvimento de tecnologias de fluidos criogênicos. O satélite servirá como uma plataforma para operações de transferência de oxigênio líquido entre veículos espaciais.

Esses sistemas poderão permitir que naves sejam reabastecidas no espaço sem a necessidade de retornar à Terra. Os resultados obtidos pela LOXSAT servirão de base para o desenvolvimento do Cryo-Dock. O Cryo-Dock será um depósito orbital de combustível criogênico planejado para entrar em operação até 2030.

Missão Soyuz MS-29

Outro destaque da exploração espacial em julho será o lançamento da missão tripulada Soyuz MS-29, previsto para 14 de julho. A espaçonave transportará três novos integrantes para a Estação Espacial Internacional (ISS). A tripulação principal será composta pelos cosmonautas russos Pyotr Dubrov e Anna Kikina.

A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA
A Soyuz MS-29 levará uma nova tripulação à Estação Espacial Internacional para dar continuidade às pesquisas em órbita. Crédito: NASA

A missão dará continuidade às operações científicas, tecnológicas e de manutenção da estação espacial. A ISS é importante porque continua sendo um dos principais laboratórios de pesquisa em microgravidade. Além dos cosmonautas, o astronauta Anil Menon da NASA também participará.