Ventos de 120 km/h causam mortes e paralisam balsas em SP; veja imagens

Alertas de emergência foram disparados diretamente para os telefones celulares dos moradores no litoral e na Região Metropolitana de São Paulo recomendando abrigo imediato longe de estruturas metálicas e árvores.

Ventos intensos provocaram mortes no litoral e interior de São Paulo. Foto: Reprodução/ Redes Sociais
Ventos intensos provocaram mortes no litoral e interior de São Paulo. Foto: Reprodução/ Redes Sociais

A passagem de uma frente fria acompanhada por ventos extremamente intensos provocou estragos e mortes em diversas regiões do estado de São Paulo nesta quarta-feira (29). As rajadas superaram 120 km/h em pontos do interior e do litoral, derrubando árvores, destelhando imóveis e comprometendo serviços essenciais.

A Defesa Civil estadual confirmou três vítimas fatais e acionou imediatamente um gabinete de crise para coordenar a resposta aos chamados. Além dos danos materiais, o vendaval paralisou a navegação de balsas no litoral, interrompeu as atividades no Porto de Santos e alterou voos nos aeroportos paulistas.

Registro de mortes e acidentes pelo estado

As fatalidades decorreram de acidentes causados pela força dos ventos no litoral e no interior. Em Santos, um homem em situação de rua morreu atingido pela queda de uma árvore no canal 6. Em Cesário Lange, um idoso perdeu a vida após um tronco despencar sobre o veículo em que se encontrava.

A terceira vítima fatal foi registrada na travessia marítima entre São Sebastião e Ilhabela. Uma embarcação de pesca naufragou no Canal de São Sebastião com cinco ocupantes a bordo. Um homem de 50 anos chegou a ser socorrido pelas equipes do Samu, mas faleceu durante o atendimento médico.

Homem de 50 anos faleceu no atendimento após naufrágio de barco de pesca em São Sebastião. Foto: Divulgação / Prefeitura de São Sebastião
Homem de 50 anos faleceu no atendimento após naufrágio de barco de pesca em São Sebastião. Foto: Divulgação / Prefeitura de São Sebastião

Outras ocorrências graves mobilizaram as equipes de resgate do Corpo de Bombeiros e do Grupamento de Bombeiros Marítimo. Em Laranjal Paulista, uma mulher precisou ser hospitalizada após ser atingida por galhos. No litoral, equipes continuam trabalhando na triagem e no socorro a chamados de emergência no mar.

As rajadas de vento atingiram altas velocidades em vários pontos do território paulista. De acordo com os dados oficiais, foram registrados 124,9 km/h em Itaporanga e Itaí, 117 km/h em Taquarituba, 111,8 km/h em Santos e 111 km/h no município de Itanhaém durante o pico da instabilidade.

Danos urbanos e paralisação nos transportes

A cidade de Santos foi uma das mais atingidas pelas rajadas. A ventania causou o desabamento do muro de um armazém da Receita Federal, atingindo caminhões e postes, além de provocar o destelhamento de um ginásio esportivo e de duas policlínicas municipais.

O tráfego de embarcações também sofreu interrupções por medida de segurança. O canal do Porto de Santos foi fechado para navegação, enquanto as travessias de balsas entre São Sebastião e Ilhabela foram paralisadas pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística até o reestabelecimento de condições seguras.

No setor da aviação comercial, os aeroportos da Região Metropolitana enfrentaram alterações em suas tabelas de voos. A concessionária Aena informou que seis voos sofreram modificações no Aeroporto de Congonhas. Já no Aeroporto Internacional de Guarulhos, pelo menos dois voos registraram alterações por causa do mau tempo.

Atuação do gabinete de crise e alertas emitidos

Diante do cenário crítico, o Governo de São Paulo manteve mobilizado um Gabinete de Crise integrado por concessionárias de energia, polícias e Defesa Civil. O órgão tem como objetivo acelerar o atendimento de ocorrências como desobstrução de vias, quedas de fiação e quedas de árvores em vias públicas.

A Defesa Civil estadual enviou dois alertas por mensagens de celular à população. O primeiro disparo ocorreu às 13h para cidades litorâneas, e o segundo foi emitido às 13h48 para a Região Metropolitana de São Paulo, orientando o público a buscar abrigo imediato em locais cobertos.

As autoridades recomendaram que os moradores evitem permanecer próximos a árvores, postes, fiação e estruturas metálicas durante rajadas intensas. O porta-voz da Defesa Civil, Maxwel de Souza, destacou a mobilização das equipes e reforçou que "o Gabinete de Crise segue reunido e continuamos respondendo aos chamados".

Referência da notícia

Leonardo dos Santos. (2026). Vento atinge 117 km/h no interior de SP; Defesa Civil confirma morte no litoral.
Julia Gandra. (2026). Sobe para 3 o número de mortos por ventania que causou estragos em SP.
Redação UOL. (2026). Ventania em SP causa mortes, fecha travessias no litoral e altera voos.