Frio mais rigoroso já tem data para voltar ao Sul e Sudeste; confira

Novas frentes frias avançarão em Agosto e impulsionam massas de ar polar mais intensas na segunda semana do mês, trazendo uma queda acentuada das temperaturas e possibilidade de geadas no Sul do país.

Geada no Sul do país. O início de Agosto será marcado por chuvas fortes seguidas por uma nova massa de ar polar que pode provocar frio intenso e geadas no Sul do Brasil.
Geada no Sul do país. O início de Agosto será marcado por chuvas fortes seguidas por uma nova massa de ar polar que pode provocar frio intenso e geadas no Sul do Brasil.

Previsões já indicam o avanço de uma nova frente fria pelo país no sábado (1), primeiro dia do mês de Agosto. O sistema causará novas pancadas de chuva sobre o Rio Grande do Sul já ao longo deste dia, chegando também ao oeste de Santa Catarina, o oeste do Paraná, e parte do Mato Grosso do Sul ao longo do final de semana.

Após a passagem das chuvas, uma massa de ar frio avança pela região Sul, fazendo as temperaturas caírem para patamares mais amenos. Ainda assim, como um todo, esse sistema não será tão intenso, e nem deve ocasionar temperaturas mínimas inferiores a 10°C.

Previsão de nebulosidade e chuva no sábado (esquerda) e temperaturas mínimas no domingo (direita) ilustram os efeitos do avanço de uma frente fria fraca ao longo do final de semana.
Previsão de nebulosidade e chuva no sábado (esquerda) e temperaturas mínimas no domingo (direita) ilustram os efeitos do avanço de uma frente fria fraca ao longo do final de semana.

No entanto, previsões já indicam que uma nova massa de ar frio, muito mais intensa, começará a avançar pelo país por volta dos dias 7 e 8 de Agosto, trazendo um frio muito mais pronunciado para o centro-sul do Brasil.

Frio rigoroso retorna a partir do dia 8 de Agosto

Ao longo da primeira semana de Agosto, chuvas intensas se formarão entre o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul devido à atuação de diversos sistemas, incluindo uma frente fria que avançará pelo país. Ao total, os acumulados de chuva podem ultrapassar os 100 mm até o sábado da semana que vem (8).

Previsão de acumulados totais até o sábado dia 8 mostra que, em alguns municípios do Rio Grande do Sul, espera-se chuvas fortes que ainda podem superar os 100 mm totais próxima semana.
Previsão de acumulados totais até o sábado dia 8 mostra que, em alguns municípios do Rio Grande do Sul, espera-se chuvas fortes que ainda podem superar os 100 mm totais próxima semana.

Após o avanço da frente fria, por volta do dia 7 de Agosto, uma nova massa de ar frio começará a avançar pelo Brasil. Já entre a sexta-feira (7) e o sábado (8) durante a madrugada e a manhã, diversos municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina podem registrar temperaturas inferiores a 10°C, com as mínimas chegando perto dos 0°C.

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Até o momento, modelos numéricos de previsão não indicam ocorrência de temperaturas negativas, abaixo de zero. Mesmo assim, haverá possibilidade de novas geadas, especialmente na região da Serra Gaúcha e da Serra Catarinense, ao longo do segundo final de semana de Agosto.

Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem, dia 7, mostra uma massa de ar frio mais intensa avançando pelo sul do país, com temperaturas mínimas próximas dos 0°C.
Previsão de temperaturas mínimas na sexta-feira da semana que vem, dia 7, mostra uma massa de ar frio mais intensa avançando pelo sul do país, com temperaturas mínimas próximas dos 0°C.

Esse avanço de frentes frias e massas de ar frio é impulsionado por um sistema climático chamado de Oscilação Antártica. Seu índice estará, nas próximas semanas, atingindo valores negativos - o que se traduz numa maior incidência de sistemas transientes, como ciclones e frentes frias, sobre o centro-sul do Brasil.

Embora essa situação auxilie no avanço de massas de ar frio ao longo do mês de Agosto, as previsões climáticas ainda indicam que as temperaturas permanecerão, em média, acima da normal climatológica - ou seja, as previsões continuam indicando um inverno mais quente do que o normal, em grande parte devido à atuação do El Niño sobre o clima brasileiro.