Temporais atingem São Paulo e Defesa Civil contabiliza mais mortes após enchentes neste fim de semana; veja imagens

Além das perdas humanas no interior e na região metropolitana, as fortes chuvas de domingo (8) destruíram completamente uma academia de crossfit na Zona Sul da capital paulista, deixando um enorme prejuízo aos proprietários do estabelecimento.

Impacto das fortes tempestades no estado de São Paulo resulta em vias alagadas, muros caídos e infraestrutura totalmente destruída. Foto: Adobe Stock
Impacto das fortes tempestades no estado de São Paulo resulta em vias alagadas, muros caídos e infraestrutura totalmente destruída. Foto: Adobe Stock

O estado de São Paulo contabiliza 21 mortes decorrentes das fortes chuvas registradas desde o início de dezembro do ano passado. O balanço atualizado foi divulgado pela Defesa Civil estadual nesta segunda-feira (9), evidenciando o impacto contínuo dos temporais que castigam diversas regiões paulistas.

Durante o último fim de semana, duas novas mortes foram confirmadas pelas autoridades de resgate, elevando a preocupação com a vulnerabilidade urbana. As ocorrências trágicas aconteceram em São Bernardo do Campo, na área metropolitana, e em Sorocaba, no interior paulista, após intensas enxurradas atingirem os perímetros urbanos desses municípios com enorme rapidez.

Vítimas recentes e o avanço contínuo das águas

A primeira fatalidade documentada neste último sábado (7) envolveu o morador Pedro Alves de França. Ele ficou encurralado em um automóvel enquanto a força da enxurrada tomava completamente as vias locais da Grande São Paulo. Embora as equipes de emergência tenham conseguido realizar o resgate e prestar o socorro inicial ainda no local do desastre, o homem acabou não resistindo às complicações e veio a óbito.

Em um incidente simultâneo no interior, Valério Dias de Assunção Melo, de 54 anos, caminhava por uma rua totalmente alagada no bairro Jardim Guadalupe quando foi brutalmente arrastado pela correnteza. Imagens capturadas por testemunhas instantes antes mostram a vítima tentando atravessar o grande volume hídrico. O corpo do pedestre foi localizado algumas horas depois pelo Corpo de Bombeiros, flutuando em meio à profunda inundação na região do bairro Mineirão.

A lista elaborada pelas equipes de monitoramento evidencia que a tragédia climática afeta o território de forma ampla e generalizada. Desde o final do ano anterior, os registros tristes se distribuem por cidades como Campos do Jordão, Guarulhos, Ilhabela, Taubaté, Piracicaba e Indaiatuba. As principais causas atestadas nos laudos incluem deslizamentos de terra abruptos, quedas de árvores sobre residências ou pontos de ônibus e afogamentos motivados por carros arrastados.

Destruição estrutural e prejuízos milionários na capital

Além das perdas de vidas humanas, os danos imobiliários causaram transtornos profundos para a economia local. Na capital, o bairro da Saúde testemunhou a completa destruição de um espaço comercial no domingo (8) à tarde. A enxurrada violenta arrebentou as paredes frontais de uma academia de crossfit instalada na Rua Doutor Nogueira Martins, invadindo as instalações e quebrando os modernos equipamentos de treino presentes no salão principal.

Os proprietários do estabelecimento estimam perdas materiais que ultrapassam o meio milhão de reais. Como o local estava fora do horário de funcionamento, nenhum aluno ou funcionário sofreu ferimentos físicos. Para tentar reerguer o negócio e recuperar os aparelhos, os responsáveis iniciaram uma arrecadação virtual colaborativa, que rapidamente acumulou cerca de trinta e cinco mil reais em doações por parte da vizinhança.

Transbordamento de bacias hidrográficas e vias bloqueadas

O cenário exigiu atenção redobrada das subprefeituras competentes ao longo dos últimos dias de tempestade. Diversos córregos transbordaram em bairros adjacentes, incluindo os canais do Ipiranga, Moinho Velho e Água Espraiada. O acúmulo de precipitação gerou alagamentos em rotas importantes para o tráfego diário, fazendo com que dezenas de carros flutuassem sem rumo pela extensão da Avenida Ricardo Jafet.

A região permaneceu em estado de alerta máximo durante toda a tarde. A situação forçou trabalhadores a improvisarem táticas arriscadas para protegerem suas próprias existências. Em um dos episódios flagrados por moradores próximos, técnicos da Enel precisaram subir no teto de seus automóveis para não serem engolidos pela forte enchente.

Além disso, estruturas de alvenaria cederam diante do solo encharcado, com registros oficiais confirmando a queda de muros no perímetro do aeroporto de Congonhas e também nas dependências do Parque Jardim Botânico.

Referências da notícia

Número de mortos pela chuva chega a 21 no estado de São Paulo, diz Defesa Civil. 09 de março, 2026.