Sistemas tropicais ativos: Hanna, Gonzalo e Douglas

Após dias de calmarias, ciclones tropicais se formaram na bacia Atlântica e no Pacífico Leste. O furacão Hanna de categoria 1 atingiu ontem o sul dos Estados Unidos, mas agora é o furacão Douglas no oceano Pacífico que ameaça algumas ilhas do Havaí.

Furacão Douglas visto na imagem de satélite do dia 23 de julho. Fonte NOAA
Furacão Douglas visto na imagem de satélite do dia 23 de julho. Fonte NOAA

Após o início oficial da temporada de furacões do oceano Pacífico Leste em 15 de maio, o primeiro sistema a atingir a categoria de furacão se formou e agora ameaça o arquipélago havaiano.

Você pode se interessar por: O que gera os furacões do Pacífico Leste?

O furacão Douglas teve sua gênese a partir de uma perturbação tropical por volta do dia 20, mas que rapidamente se intensificou para uma depressão tropical. Em seguida o ciclone atingiu a categoria de furacão.

Neste domingo (26), Douglas se apresenta como um furacão de categoria 1 e se aproxima perigosamente do Havaí. O sistema está com ventos máximos de 148 km/h e pressão mínima de 983 hPa. O norte do arquipélago está com alerta de furacão.

O efeito da passagem do sistema no Havaí não será igual em todo o arquipélago. Prevê-se que o centro do furacão de categoria 1 se aproxime da ilha Oahu até o final deste domingo, mas com chances do ciclone ser rebaixado para uma tempestade tropical quando estiver passando sobre a ilha de Kauai amanhã (27).

Bacia Atlântica também com ciclones tropicais

Sistema Hanna:

Do outro lado do mundo, mais dois ciclones tropicais estão ativos. Um deles é a tempestade tropical Hanna que fez landfall no sul dos Estados Unidos ontem como um furacão de categoria 1. Hanna também foi o primeiro furacão da temporada de 2020, só que do oceano Atlântico. O sistema produziu chuvas fortes e ventos constantes superiores a 130 km/h no Texas.

Durante este domingo, a tempestade tropical Hanna continuará influenciando as condições do tempo no sul do Texas e nordeste do México com chuvas e ventos fortes.

Sistema Gonzalo:

No começo da semana passada, um giro ciclônico no cavado de monção do oceano Atlântico formou uma depressão tropical. O sistema se intensificou para uma tempestade tropical enquanto se deslocava em direção ao Caribe. Gonzalo perdeu intensidade ontem e está se dissipando ao norte da Venezuela.

Em terra, as chuvas mais fortes associadas ao Gonzalo atingiram o norte venezuelano. Enquanto esse sistema se dissipa, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos já monitora outro distúrbio (INVEST 92L) no Atlântico Tropical com chances de se desenvolver no início desta semana.