Nevascas, avalanches e dezenas de mortes na Ásia

Pelo menos 100 pessoas morreram e dezenas estão feridas em decorrência das avalanches que atingiram países da Ásia nos últimos dias. As nevascas foram formadas por um sistema de tempestade que atingiu a região e deixou muitos impactos.

Bruno César Capucin Bruno César Capucin 19 Jan. 2020 - 12:18 UTC
Ocorrência de avalanche em área montanhosa.

Um sistema de tempestade trouxe fortes nevascas para alguns países do continente asiático. Entre os dias 11, 12 e 13 de janeiro, o Irã, Afeganistão, Paquistão, Índia e a na zona de conflito territorial denominada Caxemira, ao norte da Índia, tiveram grandes acumulados de neve e vários impactos.

As nevascas favoreceram a ocorrência de uma série de avalanches que soterrou casas e pessoas. Se fala em pelo menos 100 mortos e 90 feridos até o momento do preparo deste artigo. A maioria das vítimas se concentram no Vale Neelum, na Caxemira paquistanesa.

Durante a semana, habitantes e autoridades correram contra o tempo no resgaste dos desaparecidos. A pedido do primeiro ministro paquistanês, Imran Khan, o exército interviu no resgate e um plano especial de assistência para ajudar os sobreviventes foi criado.

O grande desafio para chegar as áreas de buscas tem sido as rodovias bloqueadas pela neve. No Afeganistão, o transporte nas estradas do país chegou a ser suspenso pelas autoridades. Em decorrência disto, grande parte dos sobreviventes estão sendo transportados de helicóptero para os hospitais da região. O abastecimento de bens essenciais também tem sido feito por via aérea.

Uma menina de 12 anos sobreviveu a 18 horas soterrada pela neve, segundo a BBC. A casa de Samina Bibi, foi atingida por uma avalanche no vale de Neelum, na Caxemira paquistanesa, uma das regiões que mais se concentra o número de mortos, feridos e desaparecidos. A jovem teve uma fratura na perna e foi conduzida até o hospital.

Por que tanta neve?

As nevascas foram impulsionadas por um sistema de tempestade que conseguiu se desenvolver no sul da Ásia. Ao longo do desenvolvimento deste sistema para leste, doses de umidade do mar Arábico foram conduzidas ao continente, a frente de um sistema frontal.

Contudo, quando a região de baixa pressão se posicionou a oeste da Caxemira, os ventos mais úmidos de sul foram forçados a subir tanto pela presença da baixa como da Cordilheira dos Himalaias. Devido as baixas temperaturas na atmosfera, houve intensa precipitação de neve nestas regiões.

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