Forte aquecimento previsto no fim do inverno

O fim do inverno pode ser marcado por temperaturas elevadas e desconfortáveis na maior parte do Brasil. Um sistema de bloqueio impedirá o deslocamento de frentes frias mais significativas em direção as regiões centrais do país.

Bruno César Capucin Bruno César Capucin 08 Set. 2019 - 14:03 UTC
Previsão de temperaturas elevadas em grande parte do Brasil nos próximos dias.

Enquanto o Sol se aproxima do Hemisfério Sul nestes últimos dias do inverno astronômico, a transição para a primavera está em andamento desde meados do dia 7 de agosto. Mas o início oficial da estação é no dia 23 de setembro às 04h50 (hora de Brasília), momento exato em que a declinação solar é de 0° e ambos hemisférios do planeta são igualmente iluminados (equinócio de primavera no Hemisfério Sul).

Os meses da primavera são caracterizados por mudanças bruscas no padrão de tempo, sobretudo no Centro-Sul do país. Durante a estação, você pode experimentar calor e trovoadas que te dão uma falsa sensação de já ser verão. Mas em um curto período de tempo posterior, tempestades severas seguidas por queda nas temperaturas traz frustrantes lembranças do inverno aos que não são adeptos ao frio.

Independente de qual tempo te agrada, a primavera pode impor certos padrões desconfortáveis e nocivos à saúde. Um deles comum de ser observado é o aumento brutal das temperaturas no centro-leste brasileiro e a redução da umidade relativa do ar, que por sinal já está se estabelecendo no Brasil.

Nos últimos dias, as temperaturas estão seguindo um aumento gradativo nas áreas centrais do país. Ontem (dia 7) por exemplo, várias cidades do Centro-Oeste tiveram máximas superiores a 35°C. Em Coxim no norte do Mato Grosso do Sul, a estação meteorológica do INMET registrou 41.0°C. As altas temperaturas também estão sendo acompanhas por drásticas reduções na umidade relativa do ar. Rondonópolis (Mato Grosso) registrou 11% na tarde do feriado da Independência. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ideal é que a umidade esteja entre 60% e 80%.

Este padrão de tempo é explicado pela presença de um sistema de alta pressão no coração do Brasil. No entanto, o calor e o déficit de umidade podem se agravar ao longo do mês em quase todo o território nestes últimos dias do inverno. Isso porque, os modelos numéricos sugerem que a configuração média da corrente de jato continuará segurando o bloqueio subtropical sobre o continente (hora mais intenso, hora menos intenso). O reflexo disso também serão chuvas retidas no Uruguai parte da Argentina e da Região Sul.

A amplificação das condições secas e de calor extremo como as que estão sendo previstas, passam a ser uma preocupação diante da realidade em que estamos com relação as queimadas e a qualidade do ar.

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