Fim dos lixões em todo Brasil até 2024: entenda como irá acontecer
O Brasil gera mais de 200 mil toneladas de resíduo sólido urbano ao dia e isso representa 79 milhões de toneladas por ano e agora a proposta é acabar com os lixões e aterros controlados em todo o país.

O Brasil gera 217 mil toneladas de resíduo sólido urbano ao dia, ou seja, são 79 milhões de toneladas por ano e a decomposição do lixo orgânico é a fonte de emissão do gás metano (CH4), gás de efeito estufa, que é um dos vilões do aquecimento global.
Essa questão de gestão do lixo no país é um problema sem solução há muitos anos e para você ter uma ideia a taxa de lixo, que não chegam no solo, e vão para reciclagem, é de pouco mais de 2% da massa total. Para orgânicos, que são quase metade do lixo, é de apenas 0,2%.
O governo brasileiro na quarta-feira, 13 de abril, publicou no Diário Oficial da União o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (Planares) que prevê acabar com os lixões e aterros controlados.
Depois de mais de uma década de espera o Planares foi instituído pelo Decreto Federal Nº 11.043, de 13 de abril de 2022, passando a valer em todo território nacional. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, assinou o documento em cerimônia realizada em Brasília (DF), no Palácio do Planalto, cerimônia foi transmitida ao vivo.
Lançado nessa quarta-feira (13/4), o Plano Nacional de Resíduos Sólidos traz diretrizes, estratégias, ações e metas para modernizar a gestão de resíduos sólidos no país.
— Ministério do Meio Ambiente (@mmeioambiente) April 15, 2022
Saiba mais: https://t.co/LiDGQpTPeT#ambientalismoderesultado pic.twitter.com/CGXWZRPQZ1
O plano foi elaborado por meio de Acordo de Cooperação Técnica entre o Ministério do Meio Ambiente e a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (ABRELPE).
Modernização da gestão de resíduos sólidos
O Planares reforça a determinação para o encerramento de todos os lixões no país até 2024, traz diretrizes, estratégias, ações e metas para modernizar a gestão de resíduos sólidos e assim colocar em prática os objetivos previstos na Política Nacional de Resíduos Sólidos - Lei n° 12.305, de 2010.
Veja os pontos importantes:
- o aumento crescente da recuperação de resíduos com uma meta ousada de 50% de aproveitamento em 20 anos, através da reciclagem; compostagem, biodigestão e recuperação energética. Importante: antes era apenas 3% dos resíduos sólidos urbanos recuperados;
- municípios devem ter uma coleta seletiva de orgânicos, compostagem e biodigestão (processo natural de decomposição como apodrecimento e putrefação) em escala piloto ou comercial.
- o governo garante que o novo programa deve beneficiar mais de 1 milhão de agentes de reciclagem com renda extra;
- aumento da reciclagem de resíduos da construção civil para 25%;
- destinação final adequada dos resíduos de serviços de saúde;
- criação de empregos verdes;
- melhor atendimento a compromissos internacionais e acordos multilaterais.
No mesmo evento foi lançada a nova versão do Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR+) onde reune dados sobre a gestão do lixo no país. O ministro do meio ambiente, Joaquim Leite, afirma que a iniciativa é inovadora e que trará investimentos ao país.
O @mmeioambiente lançou o SINIR+. A iniciativa inovadora tem o potencial de trazer bilhões de reais em investimentos. É o @GovBR mostrando que é amigo do setor privado. O sucesso dos empreendedores será o sucesso da política ambiental em relação ao lixo+ https://t.co/TVGuyRqyte
— Joaquim Leite (@joaquimleitemma) April 13, 2022
Para o governo, o Planares deve possibilitar maior atração de investimentos e o desenvolvimento de infraestrutura física e logística para a melhoria da gestão de resíduos sólidos no país.
Há especialistas falando que extinguir lixões será uma tarefa difícil para municípios sem recursos econômicos. Desejo que tudo dê certo.
Não perca as últimas novidades da Meteored e aproveite todos os nossos conteúdos no Google Discover, totalmente GRÁTIS
+ Siga a Meteored