Defesa Civil confirma 17ª morte por chuvas em SP e reforça cuidados ao transitar em vias alagadas; veja imagens

Autoridades de segurança emitem alerta máximo após uma idosa morrer arrastada por enxurrada em São Paulo, elevando para oito o número de óbitos causados especificamente pela força das águas nas ruas do estado.

Enxurradas já respondem por quase metade das mortes causadas por chuvas no estado de São Paulo neste ano. Foto: Reprodução/ Defesa Civil
Enxurradas já respondem por quase metade das mortes causadas por chuvas no estado de São Paulo neste ano. Foto: Reprodução/ Defesa Civil

A tarde da última segunda-feira (16) trouxe mais um capítulo triste para a temporada de chuvas na capital paulista, evidenciando os riscos severos que a infraestrutura urbana enfrenta diante de grandes volumes de água. Durante um temporal intenso que atingiu a Zona Norte, uma idosa de 60 anos perdeu a vida após ser surpreendida pela força das águas no bairro do Mandaqui. O episódio eleva para 17 o número de óbitos relacionados às chuvas no estado desde o início do monitoramento, em dezembro de 2025.

O cenário se repete e acende um alerta vermelho para quem transita pelas ruas durante as precipitações de verão. A vítima não estava em uma área de risco geológico, mas em via pública, quando foi levada pela enxurrada. Segundo as autoridades, a correnteza foi tão violenta que a mulher acabou ficando presa embaixo de um veículo, o que dificultou sua reação imediata. Embora tenha sido socorrida e levada a um hospital com vida, ela não resistiu aos ferimentos provocados pelo afogamento e pelo trauma.

A dinâmica fatal das enxurradas urbanas

Este incidente ressalta uma estatística preocupante divulgada pela Defesa Civil do Estado de São Paulo: das 17 mortes contabilizadas nesta temporada, oito foram causadas especificamente por enxurradas. Isso significa que quase metade das vítimas fatais não sucumbiu a deslizamentos de terra, mas sim à força da água que corre sobre o asfalto, transformando ruas em armadilhas.

Além da fatalidade na Zona Norte, o temporal causou transtornos generalizados. Cerca de 90 mil imóveis ficaram sem energia elétrica na Região Metropolitana, consequência direta da queda de árvores e da ventania. Em Guarulhos, a situação também foi crítica, com relatos de pessoas ilhadas em postos de gasolina e outros pontos da cidade, aguardando o nível da água baixar para retornar às suas casas em segurança.

O que esperar do tempo nas próximas horas

A instabilidade atmosférica não deve dar trégua imediata aos paulistanos. O acumulado de chuva em fevereiro já soma 129,3 mm, o que representa quase 60% do esperado para todo o mês. A previsão indica que a terça-feira de Carnaval manterá o padrão de calor abafado seguido de pancadas de chuva com raios. Diferente do fim de semana, quando as precipitações foram isoladas, o sistema deve abranger um número maior de cidades.

Mudanças na circulação dos ventos em diferentes níveis da atmosfera estão aumentando a nebulosidade, o que potencializa o risco de novos temporais nas próximas 48 horas. A recomendação dos órgãos de segurança é clara: evite atravessar áreas alagadas, pois a lâmina d'água pode esconder buracos ou ter força suficiente para arrastar uma pessoa em segundos.

Referências da notícia

Idosa morre ao ser arrastada por enxurrada em temporal de São Paulo. 17 de fevereiro, 2026.