Defesa Civil monitora pontos críticos após fortes chuvas em Roraima; veja imagens

Com mais de cinco mil pessoas afetadas pelas enchentes, o governo federal enviou equipes técnicas a Roraima para coordenar planos de trabalho e liberar recursos emergenciais.

Produtores e ribeirinhos enfrentam prejuízos severos e utilizam embarcações para resgatar animais ilhados em Roraima. Foto: Reprodução
Produtores e ribeirinhos enfrentam prejuízos severos e utilizam embarcações para resgatar animais ilhados em Roraima. Foto: Reprodução

As fortes chuvas que atingem o estado de Roraima causaram estragos em diversas regiões, deixando municípios isolados e gerando a necessidade de apoio federal imediato. A Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil enviou técnicos especializados para apoiar o governo estadual nas ações de socorro e liberação de recursos urgentes.

Até o momento, o governo estadual contabiliza mais de 5,6 mil pessoas afetadas por alagamentos, inundações e desabamentos de estruturas, sem registros de mortes. O cenário crítico levou cinco municípios a decretarem situação de emergência diante do colapso de acessos terrestres fundamentais para o abastecimento local.

Danos na infraestrutura e isolamento de municípios

No município de Uiramutã, o desabamento da ponte sobre o igarapé Cambaru na rodovia estadual RR-171 na madrugada do último sábado (30), interrompeu o único acesso terrestre à localidade. A estrutura de madeira ruiu após a correnteza arrastar uma antiga estrutura de ferro contra os seus pilares de sustentação.

A Defesa Civil enfatizou o impacto do incidente informando que "mais de 30 metros de ponte desabaram" com a força hídrica. Diante disso, equipes de socorro precisaram mobilizar botes e ambulâncias para garantir o atendimento médico de emergência e a remoção de pacientes locais.

O isolamento também afeta Bonfim de forma severa, onde a perda de três pontes deixou cerca de 7,5 mil pessoas sem conexões rodoviárias operantes. O transporte de mantimentos e a mobilidade dos moradores nessas áreas alagadas estão sendo realizados com o auxílio de embarcações operadas pelo Corpo de Bombeiros.

Em Normandia e Rorainópolis, a cheia dos rios Maú e Cotingo danificou estradas e forçou o deslocamento de centenas de famílias rurais. Essa interrupção nos trajetos prejudicou diretamente as atividades diárias, suspendendo inclusive as aulas escolares de milhares de crianças que residem nessas comunidades isoladas.

Mobilização federal e assistência humanitária

Diante da gravidade dos desastres, técnicos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional desembarcaram em Boa Vista para agilizar as respostas. A equipe está trabalhando no acionamento de processos necessários para o reconhecimento federal do estado de emergência.

Os profissionais analisam 18 pontos críticos monitorados pelas autoridades estaduais, que incluem cinco bloqueios totais e três parciais em rodovias estratégicas. O foco principal dessas reuniões consiste em liberar verbas destinadas ao restabelecimento de serviços básicos e reconstrução de bueiros e vias destruídas.

A assistência humanitária busca mitigar a falta de água potável e alimentos, especialmente nas comunidades da Raposa Serra do Sol. Como o Uiramutã possui mais de 96% de moradores indígenas, a administração municipal decretou emergência para viabilizar forças-tarefas rápidas de distribuição de donativos essenciais.

Prejuízos no setor agrícola e drama dos ribeirinhos

Além dos problemas logísticos urbanos, o setor agropecuário enfrenta perdas severas nas áreas rurais do sul de Roraima. No município de Caracaraí, o avanço rápido das águas inundou pastagens extensas e cobriu pontes importantes localizadas ao longo da rodovia federal BR-432, isolando criadores locais.

Ribeirinhos expressaram a preocupação com a recorrência desses eventos ao declarar que tem muitos animais morrendo. Segundo os produtores, o nível das cheias atuais superou marcas históricas, dificultando a sobrevivência de pequenas criações de porcos, galinhas e ovinos.

Imagens gravadas na região registraram os esforços de trabalhadores rurais utilizando canoas para transportar bois debilitados por longas distâncias na inundação. Em Mucajaí, o decreto de emergência de nível dois reflete o estado intrafegável das estradas rurais, que compromete o escoamento agrícola.

Referências da notícia

Ponte do Cambaru desaba e Uiramutã fica isolado devido as fortes chuvas. 30 de maio, 2026.

Chuvas em Roraima: Técnicos federais ajudam na resposta a desastres. 31 de maio, 2026. Agência Brasil.

Moradores usam canoas para resgatar gado durante fortes chuvas em Caracaraí: 'Todo ano é isso'. 31 de maio, 2026.

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