Ciclone está formado e afetando o Brasil; entenda os riscos para os próximos dias
Um ciclone extratropical e sua frente fria atuam no Brasil nos próximos dias, provocando tempestades, chuvas intensas, ventos fortes, mar agitado e declínio das temperaturas nos próximos dias.

O processo de formação de um ciclone no início da semana deixou acumulados de chuva que ultrapassaram 100 mm nas últimas 48 horas no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina.
Hoje, quarta-feira (8), o ciclone já está formado e seu centro está posicionado sobre o Oceano Atlântico Sul, a leste do Uruguai. A frente fria associada a este sistema encontra-se sobre o Sudeste, onde organiza tempestades com chuvas pontualmente intensas hoje e nos próximos dias. Há alerta para rajadas de vento intensas, mar agitado e declínio das temperaturas. Confira os detalhes.
Alerta de tempestades com chuvas incomuns
Enquanto a frente fria deve continuar atuando sobre parte da Região Sudeste do Brasil na quinta-feira (9) favorecendo a formação de tempestades sobre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, o escoamento da atmosfera devido à atuação do ciclone irá organizar tempestades que se estendem pela faixa central do país, entre o Centro-Oeste e o Norte.
No Sudeste, as tempestades devem ser mais intensas entre a metade norte do Rio de Janeiro, Espírito Santo e na faixa leste de Minas Gerais, entre a Zona da Mata, Vale do Rio Doce, Vale do Mucuri e Jequitinhonha. No Centro-Oeste, o maior potencial de intensidade está sobre uma área entre Goiás e Mato Grosso. Isso, porém, não descarta a possibilidade de tempestades localmente intensas em outras áreas.

Na sexta-feira (10) as tempestades relacionadas à frente fria alcançam o norte de Minas Gerais e o sul da Bahia. Novamente o escoamento da atmosfera favorece tempestades sobre Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. No geral, os sistemas devem perder força quando comparados à quinta-feira (9), mas não se descarta a possibilidade de tempestades localmente intensas.

A chuva pode ter acumulados diários considerados incomuns tanto quinta (9) quanto sexta-feira (10) no Sudeste, entre o Rio de Janeiro, Espírito Santo e parte de Minas Gerais. Este valores ‘incomuns’ correspondem a acumulados 40 mm/dia, que têm potencial para causar transtornos em regiões vulneráveis a alagamentos e, principalmente, em centros urbanos.
A rodada mais atual do modelo ECMWF, de confiança da Meteored, indica que o Espírito Santo deve ser o estado mais impactado, com acumulados que podem se aproximar ou ultrapassar 100 mm até o final da sexta-feira (10).
Rajadas de vento intensas e mar agitado
Ao longo da noite de quarta-feira (8), as rajadas de vento devem se intensificar principalmente na faixa costeira do Rio Grande do Sul. No sul do estado, os ventos podem superar os 70 km/h, enquanto nas demais áreas os valores devem variar entre 50 e 60 km/h.
Nas áreas mais afetadas, onde as rajadas podem ser mais intensas, não se descartam danos localizados, especialmente em estruturas mais vulneráveis nos centros urbanos.

Entre quinta-feira (9) e sexta-feira (10), o mar ficará bastante agitado ao longo da costa das regiões Sul e Sudeste do Brasil, com maior impacto no estado do Rio Grande do Sul.
A previsão indica que as ondas próximas à costa podem se aproximar ou até ultrapassar os 4 metros de altura, elevando o risco para atividades no mar. Diante desse cenário, recomenda-se evitar a navegação, a pesca e outras atividades marítimas, especialmente em áreas mais expostas.

Na quinta-feira (9) as rajadas de vento diminuem de intensidade, mas continuam acima de 50 km/h na faixa leste das regiões Sul e Sudeste, inclusive no Rio de Janeiro e São Paulo - os estados mais urbanizados, onde os impactos podem ser maiores. Na sexta-feira (10) as rajadas devem ser por volta de 40 km/h em diversos estados nos três estados do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
Declínio das temperaturas
A passagem da frente fria traz consigo uma massa de ar frio associada. Há alerta para o declínio das temperaturas e o primeiro frio do outono. As temperaturas mínimas previstas para quinta (9) e sexta-feira (10) são em torno de 7°C nas Serras Gaúcha e Catarinense, podendo alcançar valores de até 3°C.

Apesar do avanço do ar frio, a formação de geada ainda depende de condições específicas, como céu limpo e ventos fracos, que favorecem a perda de calor da superfície durante a noite.
A presença de nebulosidade e ventos moderados pode limitar esse resfriamento mais intenso em algumas áreas. Ainda assim, nas regiões de maior altitude e onde o vento enfraquecer, não se descarta a ocorrência pontual de geada, especialmente entre a madrugada e o amanhecer.
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