Chuva atípica no Centro-Oeste: alerta para 150 mm em 4 dias; veja áreas afetadas

Chuvas atípicas devem atingir o Centro-Oeste nesta semana, com acumulados elevados em Mato Grosso do Sul, sul de Mato Grosso e sul de Goiás, além de risco de tempestades entre sexta-feira e sábado em áreas mais vulneráveis.

Mapa de probabilidade de chuva indica a formação de uma faixa de instabilidade entre o Centro-Oeste e o Sul do Brasil, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde o risco de chuva aumenta ao longo da semana.
Mapa de probabilidade de chuva indica a formação de uma faixa de instabilidade entre o Centro-Oeste e o Sul do Brasil, com destaque para Mato Grosso do Sul, onde o risco de chuva aumenta ao longo da semana.

O Centro-Oeste terá uma sequência de chuva incomum para junho, mês em que boa parte da região costuma registrar tempo mais seco. Entre a metade e o fim da semana, os acumulados podem chegar a 150 mm em quatro dias em áreas de Mato Grosso do Sul, valor equivalente a três vezes a média do mês.

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A mudança merece atenção porque não se trata apenas de pancadas isoladas, mas de vários dias seguidos com umidade disponível sobre a mesma faixa do país. A atmosfera passa a organizar um corredor de umidade sobre o Centro-Sul do Brasil, primeiro com a formação de um ciclone no início da semana e, depois, com novas instabilidades entre sexta-feira e sábado.

Ciclone ajuda a reorganizar a umidade no início da semana

No começo da semana, a formação de um ciclone no Sul do Brasil ajuda a mudar a circulação dos ventos e a puxar umidade da Amazônia para áreas do Centro-Sul. Esse transporte de umidade favorece nuvens carregadas e deixa o tempo mais instável, principalmente na faixa que vai do norte do Paraná até Mato Grosso do Sul.

A faixa de instabilidade deve avançar de sudoeste para nordeste, com o núcleo mais expressivo sobre Mato Grosso do Sul. A chuva não será homogênea: enquanto algumas áreas terão volumes moderados, outras podem concentrar pancadas fortes em curto intervalo de tempo.

Mato Grosso do Sul concentra os maiores acumulados

O ponto principal da semana será Mato Grosso do Sul. O estado deve ficar sob a área mais favorável para chuva intensas e volumes elevados, especialmente entre quarta-feira e sábado. Em alguns pontos, os acumulados previstos podem alcançar 150 mm em apenas 4 dias, podendo corresponder ao triplo do volume histórico de junho que, na porção central do estado varia de 40 a 60 mm.

Mapa de chuva acumulada destaca os maiores volumes sobre Mato Grosso do Sul, com núcleos próximos de Campo Grande e Dourados, além de chuva expressiva avançando para o Paraná, São Paulo e áreas vizinhas.
Mapa de chuva acumulada destaca os maiores volumes sobre Mato Grosso do Sul, com núcleos próximos de Campo Grande e Dourados, além de chuva expressiva avançando para o Paraná, São Paulo e áreas vizinhas.

Além de Mato Grosso do Sul, a instabilidade deve alcançar o sul de Mato Grosso, uma condição mais atípica para esta época do ano, e também o sul de Goiás. A atenção maior deve ficar em áreas onde a chuva vai se repetir por vários períodos do dia. Os principais pontos de atenção são:

  • Mato Grosso do Sul, com os maiores acumulados previstos;
  • Sul de Mato Grosso, por receber chuva em um período normalmente mais seco;
  • Sul de Goiás, com pancadas associadas ao avanço das instabilidades;
  • Áreas urbanas e rodovias, onde chuva forte pode reduzir a visibilidade e causar alagamentos pontuais.

Sexta e sábado ainda sob risco de chuva intensa

Entre sexta-feira (12) e sábado (13), o ciclone perde força e se afasta, mas a umidade não desaparece. Novas instabilidades se formam sobre o Centro-Sul, associadas a uma região de cavado, que funciona como uma área alongada de baixa pressão capaz de organizar nuvens de chuva.

Esse será o período de maior atenção para chuvas intensas e tempestades no Centro-Oeste. O risco não significa chuva forte o tempo todo, mas indica potencial para pancadas localmente volumosas, rajadas de vento e descargas elétricas.

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