Até 5 graus negativos: junho termina com forte massa de ar polar que atinge o Sul, Sudeste e o Centro-Oeste do Brasil

Mês de junho se despede com intensa massa de ar polar que vai provocar temperaturas negativas e alto potencial para geadas no Sul do Brasil. O frio também vai atingir o Sudeste e o Centro-Oeste.

Junho se despede com chegada de intensa massa de ar polar que pode provocar fortes geadas no Sul do Brasil. Fenômeno também pode atingir cidades em São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Junho se despede com chegada de intensa massa de ar polar que pode provocar fortes geadas no Sul do Brasil. Fenômeno também pode atingir cidades em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A temperatura já caiu de forma expressiva na manhã desta terça-feira (25) no Sul do país depois que uma frente fria avançou e deu espaço a primeira massa de ar frio mais intensa do inverno que acabou de começar.

Segundo o INMET, as menores temperaturas registradas hoje cedo foram de 1.6°C em Bom Jardim da Serra, em Santa Catarina, seguida de 1.9°C em Bagé, no Rio Grande do Sul. O frio foi generalizado nos dois estados e avançou de maneira pontual para o sul e o leste do Paraná.

Frio intenso avançou não só pelo Sul do Brasil hoje cedo, como chegou também ao Sudeste pela primeira vez nesse inverno de 2024. Segundo o INMET, fez apenas 7.3°C em Caldas, no sul de Minas Gerais.

A frente fria chegou à costa do Sudeste e provocou aumento da nebulosidade em toda a faixa leste de São Paulo, no extremo sul de Minas e no Rio de Janeiro, mas a chuva em si só foi registrada no litoral sul paulista com 18 milímetros em Iguape.

Frio vai persistir e pode ganhar força

Por mais que essa massa de ar frio seja afastada e empurrada para o oceano por novas instabilidades formadas no interior do continente, a reta final de junho será de fato marcada pelas baixas temperaturas em boa parte do centro-sul do país.

Nesta quarta-feira (26) com a previsão de mais chuva sobre o Sul devido a formação de um novo ciclone, o frio perde intensidade e fica mais concentrado sobre a metade sul gaúcha com mínimas em torno de 6°C, porém, a chuva será passageira e assim que o sistema se afastar, o frio avança novamente e volta a ganhar força.

Na madrugada de quinta-feira (27), já com o sistema na costa do Sudeste, uma nova massa de ar frio se instala sobre o Sul do país e o frio se estende por todo o Rio Grande do Sul até chegar ao Paraná. Mínimas de apenas 1°C são esperadas na serra catarinense.

Geadas são esperadas no Sul do Brasil especialmente a partir da madrugada de quinta-feira (27) quando os termômetros baterem a marca de apenas 1°C na serra de Santa Catarina. O frio volta a se intensificar também em outras áreas do estado, no Rio Grande do Sul e no planalto do Paraná.

Antes da virada do mês tem mais uma frente fria para passar pelo centro-sul do Brasil, a qual também será rápida gerando pancadas de chuva desde o Rio Grande do Sul até partes do Sudeste e do Centro-Oeste até o fim de semana, porém, de novo, são esperados baixos acumulados em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, assim como em Mato Grosso do Sul.

A questão é que logo atrás dessa frente fria espera-se o avanço de uma intensa massa de ar polar que pode gerar temperaturas extremamente baixas e negativas no Sul na madrugada de domingo (30). Com certeza será a manhã mais fria do ano em diversas cidades!

Madrugada de domingo, último dia de junho, tende ser a mais fria do ano em várias cidades. Mínimas de -5°C são esperadas na serra catarinense e o risco para geada é bem alto.
Madrugada de domingo, último dia de junho, tende ser a mais fria do ano em várias cidades. Mínimas de -5°C são esperadas na serra catarinense e o risco para geada é bem alto.

O mapa acima mostra a intensa massa de ar polar concentrada no Sul com mínimas de até -5°C nas áreas em azul claro do mapa. Porém, vale alertar que o frio será intenso e com capacidade de provocar geadas em uma área mais abrangente.

Desde a campanha gaúcha até o sul de Mato Grosso do Sul são esperadas mínimas que podem ficar abaixo de 5°C, o que também é esperado no sul de São Paulo, cidades mais próximas à divisa com o estado paranaense.

Esse frio mais expressivo leva riscos à agricultura em partes do centro-sul do país visto que há grandes chances para ocorrência de geadas. Como são esperadas temperaturas até negativas, o fenômeno pode gerar danos em lavouras no Sul.

Ao que tudo indica, a madrugada de domingo será de fato a mais fria desse período que marca o finalzinho de junho, mas isso não significa que o frio tenha acabado, pois na madrugada da segunda, 1° de julho, também pode fazer muito frio e ainda com registro de temperaturas abaixo de 0 grau.

Mapa de anomalia de temperatura do ECMWF mostra temperaturas abaixo da média para o período desde o Rio Grande do Sul até pontos de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Fonte: ECMWF
Mapa de anomalia de temperatura do ECMWF mostra temperaturas abaixo da média para o período desde o Rio Grande do Sul até pontos de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Fonte: ECMWF

O mapa de anomalia de temperatura mostra o avanço da massa de ar frio pelo centro-sul do país, em que as menores temperaturas tomam conta desse período em todo o Sul e chegam de maneira mais pontual ao sul de São Paulo, e ao sul e oeste de Mato Grosso do Sul.

Mapa de anomalia do ECMWF mostra que primeira semana de julho será marcada pela redução do frio em intensidade e principalmente em abrangência. Fonte: ECMWF
Mapa de anomalia do ECMWF mostra que primeira semana de julho será marcada pela redução do frio em intensidade e principalmente em abrangência. Fonte: ECMWF

A boa notícia é que esse frio mais intenso não vai persistir por muito tempo, pois logo na virada no mês, entre 1° e 8 de julho, a massa de ar frio perde força e fica concentrada somente partes da região Sul, em especial sobre a metade sul gaúcha, o que reduz os riscos para geada nas demais áreas comparado ao período anterior.