São Paulo quebra recorde de 30 anos com frio histórico no mês de junho
Além do frio extremo sentido na Grande São Paulo, municípios do interior paulista registraram volumes de chuva atípicos em 24 horas, chegando a atingir expressivos 178% do esperado.

A passagem de uma intensa massa de ar polar fez o estado de São Paulo registrar marcas térmicas historicamente baixas nas estações oficiais de monitoramento. O fenômeno quebrou recordes antigos e gerou uma tarde atípica na capital paulista. Além do frio rigoroso, o sistema frontal trouxe um volume expressivo de chuvas acumuladas na região.
O avanço lento do sistema pelo litoral manteve o céu encoberto e a humidade bastante elevada. Essa combinação resultou em frio intenso e precipitações que superaram a média histórica de junho em várias cidades. As marcas registradas surpreenderam os especialistas pela intensidade em pleno outono.
Recordes históricos de temperaturas baixas
A cidade de São Paulo registrou uma tarde historicamente gelada na última quinta-feira (25). A temperatura máxima atingiu apenas 13,5°C na estação do Mirante de Santana, igualando o recorde de menor máxima para o mês desde 1996. No dia anterior, a máxima oficial automática já havia ficado em 13,9°C.
O reflexo desse forte ar polar também se espalhou por outras capitais brasileiras, estabelecendo as menores marcas do ano. Florianópolis registrou mínima de 3,7°C, Curitiba marcou impressionantes 2,3°C e Rio Branco enfrentou um forte fenômeno de friagem com os termômetros em 13,7°C.
Índices pluviométricos superam as médias históricas
Paralelamente ao frio, o volume de chuva acumulado em 24 horas ultrapassou a média esperada para junho em muitas regiões. Cerquilho registrou 113 mm, atingindo 178% do esperado, enquanto Itupeva alcançou 98 mm e Jundiaí somou 105 mm.
Na capital paulista, o índice oficial chegou a 94 mm, o que representa mais da metade de toda a precipitação estimada para o mês. Outras localidades registraram marcas expressivas, como Mairinque com 89% da média de junho, Sorocaba com 77% e o município de Santos com 74%.
Cidades como Santo André atingiram 67% da meta mensal, São Sebastião registrou 60% e Barueri somou 56% do volume esperado em um dia. A Defesa Civil Estadual emitiu alertas permanentes para que a população evite áreas afetadas e acione o socorro pelos telefones 199 ou 193.
Impactos severos e transtornos estruturais nas cidades
As tempestades geraram consequências graves na infraestrutura, provocando desabamentos, quedas de árvores e alagamentos. Na zona leste da capital, o desabamento de um imóvel de habitação coletiva no bairro do Cangaíba causou a morte de uma pessoa e ferimentos leves em outra.
Ao menos 37 moradores da localidade receberam assistência social e foram encaminhados para abrigos públicos da prefeitura. Na Cidade Dutra, zona sul paulistana, enxurradas invadiram cerca de dez residências, deixando aproximadamente 60 pessoas desalojadas devido ao risco estrutural.
Problemas urbanos também atingiram a Grande São Paulo com a abertura de grandes crateras após falhas em galerias de drenagem. Em Cajamar, na Rua Padre Luiz Chispim, e em Ribeirão Pires, na Rua João Dicieri, o solo cedeu e engoliu automóveis.
Referência da notícia
Notícias UOL/Redação. (2026). SP iguala tarde mais fria de junho em 30 anos.