Queda de avião chileno: causas meteorológicas?

Após o desaparecimento do avião militar chileno na última semana, destroços da aeronave e restos mortais foram localizados no Estreito de Drake entre o sul da América do Sul e a Península Antártica, uma das regiões mais tempestuosas do mundo.

Bruno César Capucin Bruno César Capucin 15 Dez. 2019 - 13:23 UTC
Acidente aéreo no Chile
Avião modelo Hércules C-130.

Na última segunda-feira (9), um avião militar chileno com 38 pessoas a bordo havia desaparecido nas águas do Estreito de Drake. A aeronave C-130 Hércules da Força Aérea do Chile, decolou às 16h55 de Punta Arenas, na segunda-feira, rumo à base Eduardo Frei, na Antártica, mas perdeu contato com os operadores do sul do Chile poucas horas depois, quando sobrevoava o hostil Estreito de Drake.

O avião transportava 17 tripulantes e 21 passageiros, todos estavam em missão à base na Antártica, cujo objetivo era revisar um oleoduto flutuante de abastecimento de combustível, além de realizar um tratamento anticorrosivo nas instalações no local. Após o desaparecimento, a Marinha chilena enviou diversos aviões e navios para às buscas.

Vários países também colaboraram para encontrar a aeronave, o Brasil por exemplo, enviou o navio polar Almirante Maximiano, que auxilio nas descobertas dos primeiros destroços do avião nas águas do Estreito de Drake. O presidente Jair Bolsonaro também entrou em contato com o presidente do Chile, colocando à disposição do Chile aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) para ajudar na operação. Na tarde da quinta-feira (12), a informação de que foram encontrados restos humanos próximo ao local de desaparecimento do Hércules C-130 deixou todos consternados.

Estreito de Drake

A passagem de Drake, é a região oceânica que conecta os oceanos Pacífico e Atlântico entre a América do Sul e a Antártica, tendo cerca de 3.400 metros de profundidade. Esse é um dos locais mais tempestuosos do mundo, com ventos que superam os 70 km/h e ondas maiores que 8 metros de altura, tornando a região perigosa para sobrevoar e navegar. Drake possuí tais condições meteorológicas em decorrência do cinturão de ciclones que circundam a região Antártica.

Possíveis causas para a queda

Com relação as condições meteorológicas, no dia 9 e próximo do horário da queda do Hércules, havia uma região de baixa pressão associada a muitas nuvens se deslocando pelo Estreito de Drake. Os ventos associados ao sistema estavam mais intensos próximos da superfície.

Há também algumas hipóteses, como a de apagão elétrico total, o que deixaria a tripulação sem apoio instrumental e a capacidade de enviar um sinal de emergência para o solo. Falha de motor também foi apontada como hipótese, mas o C-130 possuí 4 motores turboélice. Mas um colapso da asa poderia ocasionar a queda imediata do avião.

Infelizmente os questionamentos e dúvidas só poderão ser esclarecidas caso as buscas no local do acidente encontrem a caixa preta do avião. Contudo, essa é uma missão complexa, dado a profundidade do oceano naquela região e as condições meteorológicas hostis.

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