Onda de calor no Rio de Janeiro causa aumento de 11% nos atendimentos de urgência durante a folia

Com termômetros superando a marca dos 36 °C, a cidade do Rio de Janeiro enfrenta dias sufocantes que obrigaram a ativação de protocolos de emergência e mudaram a rotina de quem acompanha os blocos.

Milhares de foliões precisaram de socorro médico no Rio de Janeiro devido ao calor excessivo. Foto: Fernando Maia/Riotur
Milhares de foliões precisaram de socorro médico no Rio de Janeiro devido ao calor excessivo. Foto: Fernando Maia/Riotur

O que deveria ser apenas um momento de celebração nas ruas do Rio de Janeiro se transformou em um desafio físico para milhares de pessoas, sobrecarregando o sistema de saúde local no Carnaval. Entre os dias 12 e 16 de fevereiro, o Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde contabilizou inúmeras ocorrências médicas ligadas diretamente ao clima abafado que paira sobre a capital fluminense.

Nesse curto período, foram realizados exatos 2.709 atendimentos na rede de urgência e emergência que possuem relação com o calor excessivo. Esse dado representa um salto alarmante de 11,2% em comparação ao padrão habitual para a mesma época em anos anteriores, exigindo atenção redobrada de quem pretende continuar acompanhando os blocos de rua.

Impacto das altas temperaturas na folia carioca

Os sintomas relatados pelos pacientes são clássicos de quem sofre com o esgotamento térmico. As principais queixas que chegam aos postos médicos incluem tontura, vertigem, fraqueza generalizada e desmaios. A situação se agravou tanto que a cidade entrou nos níveis de calor 2 e 3, conforme o monitoramento oficial.

Durante o desfile do bloco "Fervo da Lud", por exemplo, diversos participantes passaram mal devido à sensação térmica sufocante, confirmando que a empolgação da festa muitas vezes mascara os sinais de alerta emitidos pelo organismo. Diante desse quadro, a Prefeitura do Rio reforçou a necessidade de medidas preventivas.

A recomendação é aumentar a ingestão de líquidos, priorizando água e sucos de frutas naturais. Além disso, especialistas orientam o consumo de alimentos leves, como saladas, e o uso de roupas frescas. Evitar a exposição direta ao sol no horário mais crítico, entre 10h e 16h, é outra medida de segurança fundamental, embora difícil de seguir para quem está no meio da agitação dos cortejos.

Para tentar driblar o desconforto e continuar na festa, arminhas de água, ventiladores portáteis e até caminhões-pipa estão sendo utilizados para refrescar a multidão. A cidade permanece em nível 3 de calor desde a última sexta-feira, dia 13, quando os termômetros começaram a registrar marcas entre 36 °C e 40 °C, acionando o Protocolo de Calor devido à persistência dessas temperaturas elevadas por dias consecutivos.

Mudança no tempo traz alívio para o fim da semana

Felizmente, os próximos dias serão marcados por instabilidade e aumento da nebulosidade, interrompendo a sequência de dias escaldantes. Na quinta-feira, a temperatura começa a entrar em declínio, não passando dos 32 °C. O maior alívio, contudo, está reservado para a sexta-feira, dia 20.

A previsão aponta que será o dia mais ameno do período, com máxima de apenas 29 °C e mínima de 20 °C, oferecendo uma pausa bem-vinda no calorão. Essa oscilação térmica é típica do verão, mas a intensidade do calor recente reforça a importância de se manter informado sobre os alertas da Defesa Civil e do Centro de Operações Rio.

Referências da notícia

Rio registra quase 3 mil atendimentos relacionados ao calor. 17 de fevereiro, 2026.