O espetacular e incomum tornado da Guatemala

Na Guatemala, esses tipos de tornados são muito incomuns e são denominados de “gustnados”. As imagens são espetaculares e se espalharam rapidamente pelo mundo.

Tiago Robles Tiago Robles 15 Fev. 2019 - 13:37 UTC

Na última quarta-feira (13), um espetacular vórtice se formou sobre na cidade de Sololá, na Guatemala. Em questão de minutos, o fenômeno se espalhou pelas redes sociais e pela mídia, devido ao seu caráter incomum, seu tamanho grande e a cor escura devido à terra da região. Alguns batizaram o vórtice como um tornado, outros como “dustdevil”. Os vídeos não foram totalmente esclarecedores, o que se observa é a curva uma espiral que sobe várias centenas de metros, mas parece não tocar as nuvens.

O dia estava muito quente. As altas temperaturas, combinadas com a chegada do ar frio em níveis mais altos, desencadearam o desenvolvimento de cúmulos que provocaram pancadas de chuva isoladas. Aparentemente, o redemoinho se iniciou na superfície, ganhou força até causar danos a dois prédios e logo depois se dissipou, sem causar vítimas ou estragos maiores. O Instituto Nacional Guatemalteco de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia nomeou o fenômeno como gustnado.

O que é um "gustnado"?

A palavra já nos dá algumas pistas. “Gust” é referente à rajada, um breve e forte vento e, “nado” de tornado. Este fenômeno tem a aparência de um tornado na superfície e se estende até centenas de metros, mas não chega a tocar a base das nuvens. Essa é a principal diferença. Também tem uma duração menor. O redemoinho pode ter rajadas de vento entre 70 a 130 quilômetros por hora e um diâmetro de dezenas de metros.

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