Novo recorde quebrado: gelo marinho atinge recorde mínimo na Antártica

O degelo marinho tem sido alvo de pesquisa e preocupação há tempos, e agora um novo recorde foi batido com um mínimo de gelo na Antártica. Entenda as causas e consequências.

Imagine quantas vidas são prejudicadas e até perdidas com o degelo marinho na Antártica todos os anos.
Imagine quantas vidas são prejudicadas e até perdidas com o degelo marinho na Antártica todos os anos.

Causas e consequências da diminuição do gelo marinho na Antártica são alvos de pesquisas, debates e preocupações há muito tempo, mas apesar dos estudos e das tomadas de decisão, o que está acontecendo? Por que novos recordes de degelo marinho estão sendo batidos na Antártica? É o que você saberá agora.

Segundo estudos recentes, é o segundo ano consecutivo que a Antártica atinge recordes mínimos de gelo marinho. A extensão de gelo tem ficado abaixo de 2 milhões de quilômetros quadrados, o que é considerado totalmente fora do normal.

Em 13 de fevereiro de 2023 a Antártica está apresentando aumento do degelo marinho e conta agora com uma extensão de 1,91 milhão de quilômetros quadrados, sendo o segundo ano consecutivo com recorde mínimo.

Especialistas relatam que efeitos de ventos fortes e quentes podem ser responsáveis por acelerar esse degelo marinho na Antártica, em que o novo valor mínimo de gelo teria sofrido consequências das altas temperaturas registradas a oeste e a leste da Península Antártica com uma média de 1,5°C acima do normal.

Extensão de gelo em declínio

Segundo informações do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo dos Estados Unidos (NSIDC), o novo recorde mínimo de extensão de gelo marinho na Antártica ultrapassou o valor registrado no ano passado que havia sido de 1,92 milhão de quilômetros quadrados em 25 de fevereiro de 2022. Praticamente um ano depois, essa área diminui mais, estabelecendo o novo recorde mínimo.

Além dos ventos fortes e quentes que foram responsáveis pelo degelo, outro fator importante também deve ser considerado, que seria a variação na pressão atmosférica ao redor da Antártica, que por sinal acaba por influenciar os ventos de oeste no entorno do continente gelado.

Mas o que essa variação de pressão causa de fato? Cientistas afirmam que essa variação se encontra em uma fase positiva considerada forte e que isso acarreta ventos ainda mais intensos do oeste em direção ao polo. Em outras palavras, o resultado é desencadear um aumento de tempestades, que no caso ajudam a quebrar os blocos de gelo e empurrá-los para o norte, áreas que são mais quentes e com maior facilidade de derretimento.

Degelo marinho

Desde o final dos anos 1970, cientistas acompanham e estudam as causas e consequências do degelo marinho na Antártica. Satélites são utilizados para realizar as medições, que inclusive estão indicando que existe agora menos gelo marinho ao redor da Antártica comparado a qualquer outro momento da história com base de dados.

Vida marinha ameaçada na Antártica com novos recordes mínimo de gelo marinho.
Vida marinha ameaçada na Antártica com novos recordes mínimo de gelo marinho.

Aliás, o NSIDC ressalta que apesar de ser considerado normal o declínio nesta época do ano, pois o Hemisfério Sul se encontra no período de verão, o que tem sido observado até o momento é considerado anômalo, e por isso o novo recorde mínimo em 2023, inclusive, cientistas consideraram que no finalzinho do mês de dezembro de 2022, a extensão total do gelo marinho na Antártica alcançou um nível tão baixo, que foi considerado o menor já registrado por satélites nos últimos 45 anos.

Entretanto, sendo até considerado um alívio, ainda que momentâneo, durante o inverno a água do mar voltará a congelar e com isso, a Antártica tende a recuperar cerca de 18 milhões de quilômetros quadrados em sua extensão.