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Morte no Afeganistão: terremoto mata mais de 1.000 pessoas

Um terremoto matou mais de mil pessoas no Afeganistão. Além dos óbitos, muita destruição e feridos devido ao tremor de magnitude 5,9.

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Helicópteros levam suprimentos médicos e tentam resgatar vítimas em lugares mais remotos no Afeganistão. Foto: Reprodução.

A quarta-feira (22) foi marcada por muita destruição, feridos e um número exorbitante de mortes no Afeganistão, um verdadeiro cenário de guerra. O que ninguém esperava era que este episódio com mais de mil mortos fosse causa de um terremoto.

Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, órgão responsável por esse tipo de evento da natureza, o tremor provocado pelo terremoto teve magnitude de 5,9 graus na Escala Richter que mede o grau de destruição do fenômeno que pode chegar até 10 graus.

Terremoto mata mais de mil pessoas no Afeganistão, número ainda é impreciso, pode haver muito mais vítimas!

Um terremoto com magnitude menor que 2 é configurado por tremores captados apenas por sismógrafos, já um terremoto de magnitude entre 2 e 4 já mostra um impacto semelhante à passagem de um veículo grande e pesado. A magnitude entre 4 e 6 já provoca quebra de vidros, rachaduras nas paredes e desloca móveis.

Magnitude entre 6 e 7, danos em edifícios e destruição de construções frágeis. Magnitude entre 7 e 8 danos graves em edifícios e grandes rachaduras no solo podem acontecer. Já magnitude entre 8 e 9 são esperadas destruições de pontes, viadutos e quase todas as construções civis. Magnitude acima de 9, destruição total com ondulações visíveis.

Terremoto no Afeganistão

O terremoto atingiu 5,9 graus na Escala Richter, mas já foi suficiente para provocar destruição, deixar muitos feridos e mais de mil mortos nesta quarta-feira (22). O epicentro aconteceu a 44 quilômetros da cidade de Khost, localizada na província de Paktika na fronteira com o Paquistão.

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Terremoto deixa mortos e feridos, além de muita destruição no Afeganistão nesta quarta-feira, 22 de junho de 2022. Foto: Reprodução.

Além de todo o caos instalado no Afeganistão, os tremores também foram sentidos no país vizinho e na Índia, porém sem relatos de mortos ou feridos. Aliás, o número de mortos pode aumentar no Afeganistão segundo o levantamento feito por agências internacionais.

A junção entre um forte terremoto e a falta de estrutura de uma cidade resulta em verdadeiro cenário de guerra.

Segundo a agência de notícias Reuters, casas ficaram completamente destruídas na cidade e para a procura de feridos e mortos em áreas mais remotas, helicópteros estão sendo utilizados. Apesar das aeronaves, o resgate é considerado demorado porque a região que aconteceu o sismo está cercada por montanhas e construções em condição precária. Sabe-se, no entanto, que os helicópteros estão levando suprimentos médicos para os locais com o maior número de vítimas.

País em calamidade

Como se não bastasse a situação atual vivida pelo país, um forte terremoto foi registrado, o que acaba dificultando ainda mais o resgate de feridos e mortos.

Em 2021, o grupo fundamentalista islâmico Talibã voltou ao poder do Afeganistão após a saída das forças militares internacionais do país que vive mergulhado em uma crise política e financeira após sanções americanas realizadas contra bancos e instituições financeiras afegãs.

Com relação aos mais de mil mortos e aos mais de 600 feridos devido ao terremoto, a ONU voltada para Assuntos Humanitários disse estar pronta para oferecer ajuda em parceria com demais agências das Nações Unidas para o devido atendimento aos feridos e resgaste dos que foram a óbito.

Além da ONU, o Ministério do Interior do Afeganistão disse que espera ajuda internacional também após a destruição causada pelo tremor de 5,9 graus. Os responsáveis pelo Paquistão ofereceram ajuda e disseram já estar trabalhando para estender o auxílio ao país vizinho.

Terremotos históricos

Segundo dados históricos, o maior terremoto já registrado pela Escala Richter aconteceu no Chile no ano de 1960, com uma magnitude de 9,5 graus, o que provocou inúmeros feridos e cerca de 2 mil mortos.

Neste episódio histórico, houve um ponto de ruptura nas placas tectônicas de aproximadamente 1000 quilômetros de extensão, ou seja, uma quantidade de energia liberada tão grande que a Usina de Itaipu levaria em torno de 4 anos para produzir um valor correspondente.