Índia enfrenta onda de calor e infestação de gafanhotos
Nas últimas semanas a Índia enfrentou a fúria do Super Ciclone Amphan, uma forte onda de calor pós-ciclone, que fez os termômetros chegarem aos 50°C, a infestação de gafanhotos em plantações e cidades e o crescente número de casos e mortes associados a Covid-19!

As últimas semanas tem sido muitos difíceis para a Índia. Após ser atingida pelo Super Ciclone Amphan na semana passada, que deixou cerca de 80 mortos no país, nessa semana uma forte onda de calor elevou as temperaturas e grandes exames de gafanhotos invadiram plantações e cidades! Além da pandemia da Covid-19, que tem aumentado todos os dias o número de contaminados e fatalidades no país.
Nessa última semana de maio grande parte da Índia, principalmente o noroeste, tem sofrido com as temperatura que tem ultrapassado a marca dos 40°C e chegando até a 50°C! Essa onda de calor vem logo após a passagem do Ciclone Amphan que, de acordo com especialistas, “sugou” grande parte da umidade do continente deixando ventos quentes e secos vindos do interior, responsáveis pela elevação das temperaturas.
#Attention | @Indiametdept has issued 'RED ALERT' in North India over the heat wave. #Ludhiana #Jaipur & #Delhi being highly impacted. It is advised to #StayHomeStaySafe and take necessary precautionary steps. To get regular weather updates, use #IMD service on #UMANGApp. pic.twitter.com/rnTAPeXUVh
— UMANG App India (@UmangOfficial_) May 27, 2020
A capital do país, Nova Déli, registrou no começo dessa semana as maiores temperaturas para um mês de maio em 18 anos! O termômetro chegou a 47.8°C na terça-feira (26), bem acima do normal para essa época do ano. Outras cidades como Jaipur, Lucknow e Bhopal registraram temperaturas de 44°C na segunda e terça-feira. Nagpur, a maior cidade do centro do país, registrou temperaturas máximas de 46.7°C por 4 dias seguidos, de domingo (24) a quarta-feira (27).
Perto da capital, no estado vizinho de Rajasthan, a cidade de Churu registrou a impressionante temperatura de 50°C! No país vizinho, Paquistão, os termômetros chegaram a marca de 51°C na cidade de Nawabshah!
Temperatures in northern India hit 50°C (122°F) on Tuesday its hottest May day in almost 20 years.
— AJ+ (@ajplus) May 27, 2020
The heat wave is expected to last for days, and comes as the country also battles #COVID19 and a locust outbreak that has destroyed over 125,000 acres of crops. pic.twitter.com/97ZQZFoe5b
Até o momento não foram registradas mortes associadas a essa onda de calor, mas dados oficiais mostram que entre 2015 e 2019 cerca de 3500 pessoas morreram na Índia em decorrências de ondas de calor.
Como se não bastasse o calor, grandes enxames de gafanhotos do deserto invadiram e estão destruindo plantações no país, ameaçando uma população já muito vulnerável. Esses gafanhotos vieram do Irã e Paquistão, acompanhando os ventos secos que sopravam de oeste para leste.
Eles começaram a invadir estados do oeste e partes do centro do país e, ao se depararem com os campos já colhidos, os insetos se direcionaram as áreas urbanas! Na segunda-feira a cidade de Jaipur, a maior do estado de Rajasthan, foi dominada pelos insetos, que voaram e invadiram prédios, jardins, cemitérios e mercados.
Os enxames já destruíram cerca de 50 000 hectares (125 000 acres) de plantações nos estados de Rajasthan e Madhya Pradesh e nos próximos dias podem até mesmo atingirem a capital, Nova Déli.
India is experiencing a historic swarm of locusts as the country also deals with the COVID-19 pandemic and sweltering heat: https://t.co/EMuZsOyIoV pic.twitter.com/4MLPQBVVRB
— AccuWeather (@accuweather) May 28, 2020
Especialistas dizem que essa é a pior infestação em 25 anos, pois ocorreu mais cedo que o normal e os gafanhotos são mais numerosos e diferentes. Dessa vez os gafanhotos são mais jovens e conseguem viajar por distâncias maiores e de forma mais rápida. Geralmente esses gafanhotos chegam à Índia nos meses de monções, entre julho e outubro, e permanecem restritos aos estados mais a oeste, porém dessa vez os primeiros insetos foram avistados em abril e agora já atingiram a região central do país.
Cientistas afirmam que este surto começou de forma semelhante ao do leste da África, devido principalmente ao calor intenso e as chuvas acima da média, algo que ainda pode ser um reflexo da intensa fase positiva do Dipolo do Oceano Índico configurada no ano passado.
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