Chuvas fortes no Grande Recife causam alagamentos e fecham escolas; veja imagens

Decisões preventivas adotadas pelas secretarias de educação resultaram na paralisação das atividades escolares na rede municipal para proteger alunos e funcionários durante o período de instabilidade.

Olinda registrou alagamentos nesta terça-feira (4) após chuva no município — Foto: Reprodução/TV Globo
Olinda registrou alagamentos nesta terça-feira (4) após chuva no município — Foto: Reprodução/TV Globo

As fortes chuvas que atingiram a Região Metropolitana do Recife provocaram pontos de alagamento, transtornos no trânsito e suspensão de aulas em municípios da região. O grande volume de água acumulado afetou importantes vias de circulação e exigiu atenção reforçada dos motoristas.

A intensidade das precipitações motivou alertas das autoridades de monitoramento. O panorama gerou impactos diretos na rotina dos moradores da capital e de cidades vizinhas.

Impactos no trânsito e suspensão de aulas

Na capital pernambucana, o acúmulo de água prejudicou o tráfego em corredores viários estratégicos. Foram registrados pontos críticos na Avenida Mascarenhas de Moraes, na Imbiribeira, e na Avenida Engenheiro Abdias de Carvalho, perto da Praça da Chesf. Vias como a Avenida Caxangá, Avenida Norte, Avenida Dois Rios, Estrada dos Remédios e Rua Santos Araújo também apresentaram retenções por causa do volume de água.

Cratera em Paulista, no Grande Recife, após chuva na cidade — Foto: Reprodução/TV Globo
Cratera em Paulista, no Grande Recife, após chuva na cidade — Foto: Reprodução/TV Globo

A Defesa Civil do Recife recebeu 31 chamados nas últimas 24 horas. A maioria das solicitações envolveu vistorias e aplicação de lonas plásticas em áreas de risco, sem registros de gravidade. O acumulado na capital chegou a 68,7 mm em 12 horas no pluviômetro de Nova Descoberta, o que corresponde a mais de 40% da média histórica esperada para todo o mês de agosto.

Diante do cenário, prefeituras da Região Metropolitana precisaram adotar medidas preventivas nas redes de ensino. As escolas municipais de Paulista cancelaram as atividades nos turnos da manhã e da tarde. Em Jaboatão dos Guararapes, a suspensão das aulas ocorreu no período matutino para garantir a segurança dos estudantes e funcionários.

Danos na infraestrutura e monitoramento das cidades

Em Paulista, a precipitação superou 100 mm em um intervalo de 12 horas, registrando o maior volume do Grande Recife. A força da água provocou o desabamento de parte do calçadão na orla do Janga, na Avenida João Fonseca de Albuquerque. O colapso do piso formou uma cratera que engoliu bancos de cimento e trechos do asfalto, sem deixar feridos.

A Defesa Civil de Paulista isolou a área afetada na orla para evitar acidentes e iniciou avaliações técnicas na estrutura. O município informou que projetos de contenção da erosão marinha estão previstos para trechos críticos da orla ainda este ano. A obra contará com investimento superior a R$ 24 milhões e utilizará a técnica de enrocamento aderente para proteger a infraestrutura urbana.

Em Olinda, os motoristas enfrentaram complicações em vias do Bairro Novo, como a Rua São Miguel, e na Avenida Presidente Kennedy. O entorno do Canal do Fragoso, no bairro de Casa Caiada, também teve trechos alagados, incluindo as ruas Caetano Ribeiro, Jornalista Édson Régis e a Avenida Regina Lacerda. O Cemaden manteve a indicação de risco moderado para novos eventos hidrológicos na região metropolitana.

As autoridades orientam que a população evite o tráfego por ruas cobertas pela água e acione os canais de emergência municipal. Os serviços da Defesa Civil atendem gratuitamente pelo telefone 199 em Pernambuco, além de números locais específicos para cada cidade da Região Metropolitana.

Referência da notícia

Cadu Silva. (2026). Pontos de alagamento são registrados em Recife, Olinda e Paulista durante chuvas na manhã desta terça (4).
g1 Pernambuco. (2026). Chuva no Grande Recife alaga ruas, suspende aulas e abre cratera em orla; VÍDEO.