Chuva forte no RJ provoca caos no trânsito e alagamentos em vários bairros; veja imagens

Equipes operacionais da Defesa Civil Estadual e do Corpo de Bombeiros seguem mobilizadas com o suporte de drones e aeronaves para monitorar as encostas do Rio de Janeiro após os estragos causados pelas chuvas.

Um deslizamento de terra interditou a Estrada da Gávea, na Rocinha. Foto: Reprodução
Um deslizamento de terra interditou a Estrada da Gávea, na Rocinha. Foto: Reprodução

O município do Rio de Janeiro amanheceu sob alerta máximo nesta terça-feira (16). Após o temporal que atingiu a capital fluminense, o Centro Estadual de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (CEMADEN) classificou como alto o risco de novos deslizamentos e transtornos hidrológicos na região.

A previsão meteorológica aponta a permanência de céu encoberto, com possibilidade de chuva fraca a moderada a qualquer momento. Diante desse cenário instável, as autoridades mantêm equipes operacionais de prontidão, utilizando drones e aeronaves para monitorar as áreas de encosta da capital fluminense.

Impactos da tempestade e deslizamento na Rocinha

O reflexo mais grave da precipitação ocorreu na Estrada da Gávea, principal via de acesso à Rocinha, na Zona Sul. Um bloco de terra e pedras deslizou na noite de segunda-feira (15), bloqueando a pista na altura da Rua Portão Vermelho, em um ponto elevado da comunidade.

O deslizamento atingiu veículos, comércios e uma igreja local, além de arrastar automóveis com a força da enxurrada. Apesar da gravidade do incidente e dos danos materiais, o Corpo de Bombeiros informou que não houve registro de feridos.

A obstrução prejudicou significativamente a mobilidade interna da comunidade nesta terça-feira. Moradores enfrentaram dificuldades de deslocamento, uma vez que a circulação de vans, motocicletas e ônibus ficou paralisada devido ao acúmulo de detritos espalhados pela via.

De acordo com o monitoramento estadual, a Rocinha acumulou 64,6 mm de chuva em apenas quatro horas. Esse volume foi influenciado diretamente por precipitações intensas observadas sobre o Maciço da Tijuca, elevando os índices pluviométricos e saturando rapidamente o solo.

Alagamentos e paralisação nos transportes da capital

Os transtornos da tempestade se espalharam por diversos bairros da Zona Sul e do Centro do Rio de Janeiro. Vias importantes de Botafogo, Lapa e Santa Teresa registraram pontos crônicos de alagamento, o que gerou bolsões de água e travou o fluxo de veículos.

O tráfego sofreu retenções na Rua Professor Abelardo Lobo, na Lagoa, e na Rua Humaitá, junto ao acesso do Túnel Rebouças. Problema semelhante afetou a circulação na Rua Jardim Botânico, perto do Parque Lage, onde os condutores precisaram redobrar a atenção.

Bairros da Zona Sul e do Centro do Rio sofreram com alagamentos e paralisações nas linhas do VLT. Foto: Eduardo Pierre/g1
Bairros da Zona Sul e do Centro do Rio sofreram com alagamentos e paralisações nas linhas do VLT. Foto: Eduardo Pierre/g1

O sistema de transporte por trilhos sofreu impactos diretos com a força das águas. A concessionária do Veículo Leve sobre Trilhos precisou suspender a operação da linha 4, que faz o trajeto entre o Terminal Gentileza e a Praça XV.

Outros trajetos urbanos operaram com atrasos significativos durante o período crítico. A linha 2 do VLT registrou intervalos de até uma hora entre as composições, enquanto as linhas 1 e 3 mantiveram intervalos de dez e doze minutos.

Índices pluviométricos registrados nas estações

O Sistema Alerta Rio detalhou que a fase mais intensa da tempestade ocorreu no final da tarde de segunda-feira. Entre 16h30 e 16h45, a estação instalada em Laranjeiras computou o acumulado mais expressivo do momento, atingindo a marca de 8,4 mm.

No mesmo intervalo de quinze minutos, os técnicos identificaram chuva forte nas estações da Rocinha, com 7,6 mm, e de Santa Teresa, com 6,4 mm. Essas pancadas concentradas foram determinantes para acumular água nas superfícies pavimentadas da cidade.

Paralelamente, a rede de medição apontou índices de chuva moderada em outras áreas urbanas. A estação da Urca computou 5,2 mm e o Jardim Botânico marcou 4,2 mm, seguidos por Sepetiba com 3,6 mm e Santa Cruz com 2,6 mm.

Por fim, os registros oficiais fecharam o monitoramento indicando volumes de 2,4 mm na Grota Funda e 2,0 mm na Tijuca. O monitoramento contínuo segue ativo para orientar a população sobre rotas alternativas e procedimentos seguros caso novas instabilidades atinjam a região.

Referências da notícia

Chuva causa transtornos em vários bairros do Rio, e barranco desliza na Rocinha. 15 de junho, 2026.

Chuva forte provoca alagamentos e bolsões d'água em bairros do Rio. 15 de junho, 2026.