Chegada do ar seco e os riscos para a saúde

Para boa parte do país, o outono/inverno é um período seco. A entrada de massas polares que são frias, secas e estáveis, proporciona um ambiente favorável para a proliferação de doenças respiratórias. Esta semana, uma massa de ar seco começará a atuar por um longo período, como se prevenir?

Davi Moura Davi Moura 21 Maio 2019 - 18:08 UTC
Lábios ressecados, pele escamosa e vias nasais doloridas são sinais de desidratação.

Para muitos brasileiros, a chegada do período outono/inverno é muito esperada devido as temperaturas mais amenas. Porém, é nesta época do ano em que o ar se torna mais seco, mas o que isso significa? Significa que há uma quantidade reduzida do gás vapor de água. Uma medida utilizada para identificar a quantidade de vapor de água no ar é a “umidade relativa do ar”.

A umidade relativa é calculada a parti da relação entre a quantidade de vapor que existe no ar e a quantidade máxima de vapor que poderia existir na mesma temperatura. Isso porque quanto mais quente o ar, maior sua capacidade em “reter” umidade. Quando o ambiente possui uma umidade relativa muito alta dificulta a transpiração do corpo humano e causa desconforto. Por outro lado, quando a umidade relativa está muito baixa o corpo humano perde água e se desidrata causando problemas nas vias respiratórias e nas mucosas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ideal é uma umidade relativa que gira em torno de 40 a 70%. O estado de atenção para a umidade relativa baixa começa aos 30%, no qual é recomendado evitar exercícios físicos entre 11h e 15h. Já o estado de emergência se inicia aos 12%, no qual se recomenda beber muita água, evitar esforço, evitar locais fechados com aglomerados de pessoas e umidificar o ambiente usando aparelhos ou toalhas molhadas.

Modelo COSMO do INMET mostra uma previsão de baixa umidade no início da próxima semana.

Neste mês de maio, as chegadas de sistemas frontais (que trazem massas secas do polo sul) e a falta do transporte de umidade da Amazônia pelos Jatos de Baixos Níveis em direção ao centro/sul do país, proporcionou um tempo seco no centro-oeste e oeste do sudeste. Climatologicamente, esta condição é natural e se mantém ao longo do período outono/inverno nestas regiões.

Os brasileiros que moram no centro-oeste e sudeste do país devem ficar atentos para a baixa umidade relativa do ar nas próximas semanas. Crises de asma e infecções virais e bacterianas podem aparecer com maior frequência neste período. Além disso, o ar seco e estável ainda dificulta a dispersão de poluentes atmosféricos o que prejudica ainda mais a questão da saúde neste período.

A previsão para este final de semana mostra a chegada de mais uma frente fria pelo sul e sudeste do país. Após a passagem do sistema, mais ar frio e seco deve se estabelecer. No centro-oeste e no oeste de São Paulo a umidade pode ficar abaixo de 30% a partir de domingo. A umidade também pode ficar abaixo de 30% no sertão nordestino que já passou por seu período chuvoso este ano. Portanto, evite aglomerações, beba bastante água, fique atento a sinais de desidratação e infecções.

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