Cataratas do Iguaçu têm interdição após vazão atingir 9,1 milhões de litros por segundo
O acúmulo de chuvas intensas ao longo de toda a bacia hidrográfica provocou uma alta expressiva na vazão do manancial, resultando no bloqueio de segurança que não ocorria desde o fim de 2024.

O volume de água nas Cataratas do Iguaçu registrou uma alta expressiva nesta quinta-feira (23), forçando a interdição preventiva da passarela principal de acesso às quedas d'água. O monitoramento automático da Companhia Paranaense de Energia (COPEL), apontou que o fluxo aquático alcançou a marca de 9,1 milhões de litros de água por segundo durante a manhã.
Esse valor representa uma quantidade cerca de seis vezes superior à média considerada normal para a atração, estipulada em 1,5 milhão de litros por segundo. A elevação brusca no leito do Rio Iguaçu foi provocada pelo volume constante de chuvas intensas registradas ao longo da bacia hidrográfica do manancial, que nasce na região metropolitana de Curitiba e segue no sentido leste-oeste.
Medidas de segurança e impacto na visitação do parque
Como medida de segurança para os visitantes, a equipe de administração do Parque Nacional do Iguaçu optou por bloquear a passagem da passarela brasileira a partir das 8h. O fluxo já havia ultrapassado 8,9 milhões de litros por segundo na medição das 9h, atingindo a marca de 9,1 milhões por volta das 10h nesta quinta-feira.
No lado argentino da fronteira, a passarela de acesso à Garganta do Diabo também precisou ser interditada de maneira preventiva. O bloqueio na estrutura vizinha ocorreu desde às 15h da quarta-feira (22), devido ao avanço do nível do rio e à força da correnteza nas proximidades das quedas.

Apesar da restrição no trecho suspenso sobre as águas, a visitação turística no lado brasileiro do parque prossegue em funcionamento. A Trilha das Cataratas, percurso terrestre que possui cerca de 1,5 quilômetro de extensão, segue aberta ao público para passeios regulares durante todo o dia.
Critérios operacionais para reabertura e histórico recente
De acordo com os responsáveis pelo Parque Nacional do Iguaçu, a liberação do mirante dependerá estritamente do recuo no volume de água transportado pelo rio. As equipes operacionais realizam avaliações constantes das condições hidráulicas e das estruturas físicas envolvidas para garantir a integridade dos turistas.
Em posicionamento oficial emitido à imprensa, a assessoria do parque detalhou as exigências necessárias para a retomada do passeio: "Para liberação, é necessário que a vazão reduza para a média segura de 7,5 a 8 milhões de litros, sem previsão de nova alta". Assim, o local segue sem prazo determinado para liberação.
O fechamento de passarelas no parque é um procedimento padrão adotado sempre que os índices pluviométricos afetam drasticamente a vazão do leito do rio. A última ocasião em que a passarela do lado brasileiro havia sido interditada por alta vazão ocorreu no dia 10 de dezembro de 2024.
O acompanhamento das medições continua sendo feito de forma contínua para determinar o momento exato em que o fluxo retornará aos níveis seguros. Até que os índices retrocedam, a navegação de dados e as medições de monitoramento seguirão orientando todas as decisões operacionais dos parques no Brasil e na Argentina.
Referência da notícia
g1 PR e RPC Foz do Iguaçu. (2026). Passarela das Cataratas do Iguaçu é fechada preventivamente.
Malu Barros. (2026). Vazão das Cataratas do Iguaçu ultrapassa 8,9 milhões de litros por segundo.