Calor de até 36°C causado por ciclone: efeito fora do normal atinge o Brasil nos próximos dias

Com a presença de uma massa de ar quente e alta pressão e a ausência de sistemas capazes de causar nebulosidade e precipitação, as temperaturas no centro do país aumentam significativamente nos próximos dias.

Ao longo desta quarta-feira (15) e quinta-feira (16), um ciclone se forma no sul e causa nebulosidade intensa e chuvas significativas especialmente no Rio Grande do Sul, onde as temperaturas também tendem a cair consideravelmente.

No entanto, o sistema não será capaz de avançar pelo Brasil, e enquanto isso, a região central do país segue sem a presença de sistemas meteorológicos que sejam capazes de causar nebulosidade, chuva ou qualquer tipo de queda das temperaturas.

Com isso, as temperaturas máximas, durante a tarde, podem aumentar de maneira significativa em regiões como o norte do Paraná, o Mato Grosso do Sul, o oeste de São Paulo, o Triângulo Mineiro, Sul de Goiás e sul do Mato Grosso, chegando a até 36°C no final desta semana.

Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra a presença de uma massa de ar quente sobre o Brasil central, especialmente sobre a região Sudeste, que faz as temperaturas subirem.
Previsão de anomalias de temperatura em 850 hPa mostra a presença de uma massa de ar quente sobre o Brasil central, especialmente sobre a região Sudeste, que faz as temperaturas subirem.

Com a ausência de sistemas chuvosos, predomina no centro do país uma região de alta pressão e uma massa de ar quente, localizada especialmente sobre a região Sudeste. Este sistema é responsável pelo aumento das temperaturas, junto à radiação solar intensa que incide sobre a região devido ao céu aberto e à ausência de nebulosidade.

Essa situação será impulsionada ainda pela presença de ciclones e suas frentes frias no sul da América do Sul, que causa um efeito de “pré-frontal” - período que antecede a chegada de uma frente fria, marcado por um aquecimento e queda de umidade, mesmo que a frente fria não consiga avançar além da região Sul.

Essa situação pode ser observada na imagem acima, e previsões indicam que o calor e o tempo seco que estão se iniciando esta semana podem ser intensos e perdurar até o final de abril.

Clima continua quente e seco até o fim de Abril

Isso se reflete nas previsões climáticas para a próxima semana, que indicam que o clima continuará predominantemente seco em parte das regiões Sul, Centro-Oeste e especialmente Sudeste, onde as chuvas permanecem abaixo da média em todos os estados.

Previsão de anomalias de chuva entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará seco no Brasil central, com destaque para o Sudeste, com chuvas muito abaixo da média.
Previsão de anomalias de chuva entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará seco no Brasil central, com destaque para o Sudeste, com chuvas muito abaixo da média.

Com a ausência de sistemas chuvosos que sejam capazes de avançar pelo país, as temperaturas tendem a aumentar de maneira considerável em todo o Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Previsões indicam anomalias entre 3°C e 6°C acima da média ao longo da semana que vem.

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Isso sinaliza que estamos no início de uma possível onda de calor que pode predominar pelo menos até o final de Abril, causando um aquecimento significativo em todas as regiões mencionadas acima. A previsão pode ser observada na imagem abaixo.

Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará muito quente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sinalizando uma onda de calor intensa.
Previsão de anomalias de temperatura entre os dias 20 e 27 de Abril (ECMWF) mostra que o clima continuará muito quente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, sinalizando uma onda de calor intensa.

Vale notar que a redução das chuvas no Brasil central é natural para a estação de Outono, mas o calor está em patamares mais elevados do que o normal. Com a intensificação das temperaturas no Pacífico Equatorial e a formação do El Niño ao longo do ano, isso pode ser um sinal de que enfrentaremos ondas de calor intensas ao longo de 2026.

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