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Como a poluição atmosférica afeta a nossa inteligência?

São grandes as evidências da poluição na nossa saúde. Estudos recentes confirmam mais uma: na nossa inteligência. Não perca os surpreendentes efeitos neste artigo.

Maider Rodríguez Maider Rodríguez Rafaela Freitas 16 Set. 2018 - 13:49 UTC
La quema de combustibles fósiles supone la principal causa de contaminación atmosférica.
A queima de combustíveis fosséis é a principal causa da poluição atmosférica.

Os transportes, a agricultura, os incêndios florestais ou as atividades industriais, entre outras, poluem o ar das nossas cidades. Uma consequência no modo de viver atual, que repercute na qualidade de vida e também na nossa saúde. A Organização Mundial de Saúde, considera que 7 milhões de pessoas morrem cada ano, por culpa da poluição atmosférica.

A poluição pode provocar e agravar doenças respiratórias e cardiovasculares, irritações nos olhos e mucosas, fatiga, danos no fígado, baço, no aparelho reprodutor e inclusive no sistema nervoso. Agora, um recente estudo realizado pelos cientistas chineses e americanos - das universidades de Pequim e Yale - e publicado na PNAS, revelou que a exposição crônica à poluição atmosférica pode afetar a função cognitiva do cérebro.

O estudo realizado com uma amostra de 20.000 pessoas residentes na China entre 2010 e 2014, deixou evidente as consequências da poluição na inteligência humana. Estima-se que o ar poluído pode provocar uma perda equivalente a um ano de educação. Afetando em maior quantidade pessoas com mais de 64 anos e com um baixo nível de educação. Nelas, a perda seria inclusive de vários anos.

Esta consequência da poluição no poderia notar-se somente a longo prazo, senão também de forma direta. Acredita-se que um estudante que enfrente uma prova em um dia de elevada poluição, poderá obter inferiores resultados se realizasse em um dia de céu claro e limpo.

A poluição reduz o tempo de vida

A qualidade do ar não somente afeta nosso estado de saúde ou nossa inteligência. Outro estudo recente, publicado na Environmental Science & Technology Letters, revelou em 2016 a exposição às partículas contaminantes inferiores aos 2,5 micras (PM2.5) reduziu a expectativa de vida média ao nascer em um ano, sendo de 1,1 a 1,9 anos em países com maior índice de poluição atmosférica da Asia e África. Assim mesmo, de acordo com este estudo: "Nos EUA o declínio na expectativa de vida por PM2.5 é substancialmente maior que o impacto do câncer de mama e, na Asia, ele excede o impacto do câncer combinado".

Portanto, se pode considerar, que a poluição do ar foi colocada em conjunto com outros fatores de risco e doenças prioritárias.

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