Por que os raios não caem em linha reta?

As descargas elétricas causadas pelas nuvens de tempestade, nos mostram o poder que a natureza tem. Seu brilho nos chama tanto a atenção quanto a curiosa jornada que descreve o relâmpago no céu.

Marc Redondo Marc Redondo Rafaela Freitas 01 Set. 2018 - 07:22 UTC
rayos
Os raios nunca caem em linha reta. Foto de Clinton Naik de Unsplash.

As curiosas ramificações que os relâmpagos desenham em plena tempestade, nunca deixarão de nos surpreender. Não existe dois raios iguais. Isto é evidente nas fotografias que os especialistas em retratar a natureza compartilham quase diariamente nas redes sociais durante os dias de tanta instabilidade atmosférica.

O ar em condições normais, não é o condutor de eletricidade. Se assim fosse, teríamos um grave problema, porque toda a eletricidade que circula em segurança pelos cabos, chegaria até nós e podería nos levar à morte. Durante as tempestades, é gerada uma grande diferença de potencial entre as nuvens e o solo - e estamos nos referindo a milhões de volts - que a descarga elétrica consegue cruzar o ar, onde inicialmente é isolante. pois ele passa por um meio não condutor, e é por isso que você não pode viajar em linha reta.

O gerador de água e a inclinação

A melhor forma de entender é usando um gerador de água e uma inclinação. Precisamos de uma garrafa de água e temos que nos colocar na parte mais alta de um bom declive de terra. Assim, poderemos recriar o que acontece com um raio.

Ao esvaziar a garrafa de água no chão, conseguiremos comprovar como a água não cai em linha reta. Ela se desvia pelos lados, faz curvas e as vezes consegue ir em linha reta, porém por pouco tempo, logo depois vai parando em alguns sulcos. Em um ponto concreto, começara a se dividir e descerá por diferentes caminhos. Inclusive poderá juntar-se novamente. Por que? Por que a água tentará encontrar a forma mais rápida e simples de descer com a maior brevidade possível.

O ar não é perfeito

Ao pensar no ar que nos rodeia, imaginamos uma mistura de gases homogênea e bem organizada. Na realidade, isto não é assim. Há áreas com maior umidade que outras, diversas pressões e temperaturas variadas. Além disso, existem correntes.

Quando um raio emerge de uma nuvem, ele deve lutar para conseguir um espaço em um meio condutor. E para que isto aconteça, ele tentará encontrar o caminho mais fácil, mesmo que tenha que percorrer uma distância mais longa. Desta forma, o fará em áreas de ar que ofereça menor resistência e maior facilidade, motivo pelo qual se desvia tantas vezes.

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