Melhorando o planejamento contra tsunamis

Na terça, dia 5/11, foi o dia mundial de alerta de tsunami. O evento é realizado para conscientizar as autoridades e população e discutir soluções para reduzir os danos e mortes causados por esses desastres naturais.

Carolina Barnez Carolina Barnez 07 Nov. 2019 - 12:09 UTC
Os danos causados pelo tsunami se extendem por semanas após a ocorrência da onda.

Mais de 700 milhões de pessoas no mundo estão expostas a eventos extremos do nível do mar, incluindo tsunami. Além de perda de vidas, a destruição causada por um tsunami é enorme, e as cidades atingidas sofrem dias depois pela perda de infraestrutura básica e saneamento. Na terça desta semana foi o Dia Mundial do Alerta de Tsunami, com o objetivo de conscientizar as pessoas e autoridades sobre caminhos para minimizar as perdas e danos promovidas por esse desastre natural.

Em 2019, o evento teve como prioridade a redução de danos à infraestruturas essenciais e interrupção de serviços básicos. Segundo os organizadores, investir em infraestruturas resilientes, alertas precoces e educação é fundamental para salvar pessoas e as proteger de riscos futuros.

A alternativa mais conhecida, em caso de tsunami, é o deslocamento das pessoas para zonas mais altas e afastadas da costa, procedimento chamado de "evacuação horizontal". No entanto, dependendo da cidade, a distância que deve ser percorrida até um local elevado é longa, e o tempo de deslocamento se torna grande. O alerta de tsunami é geralmente dado no momento do abalo sísmico gerador e, dependendo da proximidade do epicentro do terremoto, o tempo de chegada da onda é mais rápido que o tempo necessário para a evacuação horizontal da população.

Por essa razão, cada vez mais se discute sobre a "evacuação vertical", que consiste em ocupar edifícios altos e resistentes. A "evacuação vertical" reduz a perdas humanas e pode ser projetada de forma a proteger a infraestrutura de serviços básicos, como hospitais, distribuição de energia e aeroportos. O conceito de "evacuação vertical" exige grande preparação dos governos e conscientização da população.

Durante os eventos organizados ao redor do mundo, foram apresentadas boas práticas na construção de prédios altos e resistentes em áreas alvo. Além de estrutura reforçada e uma altura mínima, estas construções devem ter uma area no teto preparada para receber pessoas em caso de tsunami, uma boa rota de evacuação, localização estratégica nas cidades e acessibilidade.

As reuniões foram organizadas para uma intensa troca de experiências entre cidades vulneráveis, de forma ajudar as autoridades a melhorar a infraestrutura e procedimentos durante um tsunami. Os planos de evacuação em cidades exemplos são organizados levando-se em conta até as diferentes velocidades que as pessoas de deslocam nas diferentes idades, com ou sem crianças.

Atualmente temos o Centro de Informação de Tsunami da UNESCO, mas os alertas são dados pelas organizações como a NOAA, e os serviços meteorológicos da China e do Japão. Os piores tsunamis registrados até hoje foram o de Sumatra em 2004 na Indonésia, Messina na Itália em 1908, o tsunami gerado pela erupção do Krakatoa na Indonésia em 1883, o do Japão em 2011, e o Grande Terremoto de Lisboa em 1755.

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