Como se formam as auroras polares?

Você já viu uma aurora polar? Aquelas lindas faixas coloridas de luzes que cruzam o céu noturno são resultado da interação dos ventos solares, o campo magnético da Terra e a atmosfera terrestre.

Paola Bueno Paola Bueno 01 Out. 2019 - 11:26 UTC
As auroras são fenômenos luminosos vistos próximos as regiões polares da Terra.

Se você não viu presencialmente, provavelmente você já deve ter visto fotos de cenários noturnos deslumbrantes com belas luzes coloridas riscando o céu. Esses belos fenômenos luminosos que ocorrem na alta atmosfera são chamados de auroras polares, isso porque eles são vistos em regiões próximos aos polos terrestres!

As auroras são fruto da interação dos ventos solares, o campo magnético da Terra e a atmosfera terrestre. À medida que o vento solar se aproxima, ele distorce o campo magnético da Terra, permitindo que partículas carregadas (elétrons e prótons) vindas do Sol entrem na atmosfera nos polos norte e sul magnéticos. Quando essas partículas atingem os altos níveis da atmosfera elas colidem com átomos neutros de oxigênio e nitrogênio. Nessas colisões as partículas carregadas transferem energia para os átomos, excitando os elétrons para níveis mais altos de energia. Ao retornarem para seu nível inicial de energia, os elétrons liberam a energia excedente em forma de luz.

As auroras podem aparecer como grandes cortinas de luzes, mas também aparecem na forma de arcos, fitas ou espirais, geralmente seguindo as linhas de força do campo magnético da Terra. A cor depende do tipo dos átomos e da altura da atmosfera onde ocorre a interação com as partículas solares. Geralmente a cor predominante é a verde, por causa da grande quantidade de átomos de oxigênio na alta atmosfera, onde geralmente essa interação ocorre, mas também se observam colorações azuis e vermelhas, resultantes da interação com o nitrogênio.

As partículas são constantemente enviadas pelo Sol através dos ventos solares, porém, as vezes ocorrem explosões repentinas na superfície do Sol, as chamadas tempestades solares ou erupções solares, que fazem com que uma grande quantidade de partículas sejam emitidas e alcancem a atmosfera. Quando fortes tempestades solares ocorrem as auroras podem ocorrer em latitudes mais baixas, em regiões mais afastadas dos polos.

No último final de semana, por exemplo, uma tempestade solar de intensidade moderada foi responsável pela ocorrência de lindas auroras boreais em países como Canadá, Alasca, alguns estados do norte dos Estados Unidos, Finlândia, Irlanda, Suécia, Escócia, Islândia e Noruega.

Qual a diferença entre aurora boreal e austral?

A única diferença entre aurora boreal e aurora austral é o hemisfério em que elas ocorrem. Quando ocorrem no Hemisfério Norte são chamadas de aurora boreal e quando ocorrem no Sul são chamadas de aurora austral. O nome “aurora boreal” foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em 1619, em homenagem a deusa romana do amanhecer, Aurora, e Bóreas, deus grego representante dos ventos de norte. E o “aurora austral” foi o nome dado por James Cook, uma referência direta ao fato de estar localizada a Sul.

As auroras geralmente ocorrem nos círculos polares Ártico e Antártico. As auroras boreais são mais fáceis de ver pois temos uma maior quantidade de países no Hemisfério Norte situados ao redor do círculo polar ártico, principalmente entre os meses de agosto a abril, quando o fenômeno é mais frequente. Já no Hemisfério Sul, as auroras ficam mais restritas ao continente Antártico, que é pouco habitado e de difícil acesso. Na América do Sul, Ushuaia, na Argentina, é um dos lugares onde raramente podemos observar a ocorrência de auroras austrais durante o inverno.

Auroras em outros planetas

Além da Terra, existem outros planetas do nosso sistema solar onde podemos encontrar este fenômeno, já que basta o planeta ter uma atmosfera e um campo magnético para as auroras se formarem. Em planetas como Júpiter e Saturno já foram registradas lindas auroras polares.

Publicidade