Tufão Hagibis atinge o Japão

Tóquio, a cidade mais populosa do mundo e a capital do Japão, foi atingida pelo tufão Hagibis neste sábado por volta das 16h. O tufão é considerado o mais poderoso a atingir o centro do Japão da história. Houve adiamento do Grand Prix de Formula 1 do Japão e de jogos da copa do mundo de Rugby.

Davi Moura Davi Moura 12 Out. 2019 - 12:06 UTC
A cidade de Chiba foi atingida pelo tufão Hagibis neste sábado (12). A Agência Meteorológica do Japão emitiu alertas de emergência de chuva pesada para muitas partes do Japão central e oriental.

O poderoso tufão Hagibis provocou uma morte antes mesmo de chegar ao solo Japonês. A vítima foi um homem de 49 anos que estava em Chiba (leste de Tóquio). As chuvas potencialmente recordes e os ventos fortes causaram a evacuação para mais de 1,6 milhão de pessoas. A tempestade também forçou o cancelamento de dois jogos da Copa do Mundo de Rugby, causou a paralização de todas as atividades do Grande Prêmio de formula 1 no Japão e impediu mais de 1.600 vôos.

Hagibis, que significa "velocidade" no dialeto das Filipinas, também deve atingir a ilha principal de Honshu. Pode ser a tempestade mais forte que o país enfrentou desde o tufão Kanogawa, em 1958, que deixou mais de 1.200 pessoas mortas ou desaparecidas. Para lidar com a situação, os japoneses foram alertados pelas autoridades à estocarem água e comida para os próximos dias.

Tóquio, a cidade mais populosa do Japão e do mundo, foi atingida neste sábado. Um aviso especial de nível 5 para chuva forte, o mais alto emitido pela Agência Meteorológica, foi emitido às 15h30 (hora local), pedindo aos moradores das prefeituras de Tóquio, Shizuoka, Kanagawa, Saitama, Gunma, Yamanashi e Nagano que evacuem para prédios seguros ou fiquem no andar mais alto das casas.

A agência de meteorologia do Japão comunicou que o tufão Hagibis provocou fortes chuvas nas áreas de Kanto e Tokai. Houve acúmulo de 700 mm de chuva em 48h, nível recorde, na cidade de Hakone, na província de Kanagawa. A agência ainda prevê uma precipitação de 600 mm na região de Tokai, 500 mm em Hokuriku e 400 mm em Tohoku até o meio-dia de domingo.

Em meio a preocupações com deslizamentos de terra, inundações e chuvas recorde, mais de 188.000 residentes em Hachioji - uma cidade na parte oeste da grande área metropolitana de Tóquio - e 432.000 na ala de Edogawa, receberam um aviso de evacuação, que é o último aviso emitido antes de uma instrução de evacuação compulsória.

Um fenômeno chamou a atenção dos japoneses antes da chegada do tufão Hagibis. Moradores de Tóquio foram às redes sociais para compartilhar fotos do céu na manhã de sábado (12) quando a tempestade se aproximava. O céu ficou com uma coloração violeta e rosa. Alguns especularam que era um presságio prometendo a destruição. Porém, um céu púrpura é na verdade um fenômeno que geralmente precede um grande tufão ou furacão. O céu roxo é o resultado de um fenômeno meteorológico chamado " scattering ".

O scattering, que ocorre quando as moléculas e pequenas partículas na atmosfera influenciam a direção da luz, causando a dispersão da luz. Fortes tempestades tendem a lançar para longe partículas maiores, as quais absorvem mais luz e espalham comprimentos de onda de maneira mais uniforme. Se o sol está nascendo ou se pondo, podemos ver cores próximas do violeta no céu.

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