Temporal no Rio de Janeiro causa mortes

A chuva, que começou na noite de ontem, deixou um rastro de destruição na região metropolitana do Rio de Janeiro. Seis mortes foram confirmadas, uma pessoa está desaparecida e parte da ciclovia Tim Maia desabou. Vários pontos da cidade ficaram alagados.

Davi Moura Davi Moura 07 Fev. 2019 - 06:07 UTC

As imagens impressionaram o país: pessoas e veículos foram arrastados pelo escoamento da água nas ruas que mais pareciam rios urbanos. Seis mortes foram confirmadas: duas em Barra de Guaratiba, uma na Rocinha, uma no Vidigal e duas na Avenida Niemeyer. O temporal se prolongou pela madrugada desta quinta-feira (7) com rajadas de vento de 110km/h, chuva torrencial e relâmpagos. Na Barra/Barrinha, Alto da Boa Vista e Rocinha houve registo acima de 30mm de chuva em 15 minutos. No total, 170 árvores caíram devido aos ventos e pelo menos dois ônibus foram atingidos por deslizamentos de terra.

A chuva foi causada pela entrada de uma frente fria que estacionou sobre o sudeste do Brasil. A entrada dos Jatos de Baixos níveis que trazem umidade da Amazônia ajudou a alimentar o sistema que deve permanecer ativo nos próximos dias.

No Rio de Janeiro, a chuva deve continuar nesta quinta-feira (7). Com o solo já encharcado, novos deslizamentos de terra podem ocorrer na região metropolitana. Alagamentos também são esperados.

A entrada do sistema frontal derrubou as temperaturas no Rio de Janeiro. A máxima deve chegar a 28ºC. Na semana passada, as máximas chegaram a 40ºC com sensação térmica de 48,3º. Na sexta feira, o sistema frontal deve se concentrar no norte do estado carioca e alivia a tensão na capital.

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