ONS alerta para queda nos níveis de reservatórios com previsão de chuvas abaixo da média
Com previsão de afluência abaixo da média em três regiões, o sistema elétrico brasileiro enfrenta um momento de atenção e risco de pressão nas tarifas.

O início de 2026 trouxe um alerta para o setor elétrico brasileiro. Os reservatórios das hidrelétricas do país estão operando com volumes de água abaixo da média histórica para o mês de janeiro. A informação é do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que classificou a situação como de atenção em quase todo o Sistema Interligado Nacional (SIN).
Entre os quatro grandes subsistemas, o Sudeste/Centro-Oeste é o que mais preocupa, já que concentra cerca de 70% da geração hídrica nacional. Atualmente, essa região opera com 42,96% da sua capacidade, o que indica um cenário crítico, mesmo considerando o período de verão — normalmente caracterizado por chuvas mais intensas.
Afluência abaixo da média agrava o quadro em três regiões
Segundo o boletim semanal do Programa Mensal de Operação, referente aos dias 10 a 16 de janeiro, a projeção para o fim do mês é de afluência abaixo da média em três das quatro regiões monitoradas. Os números estimados são os seguintes:
- Sudeste/Centro-Oeste: 65%
- Norte: 59%
- Nordeste: 41%
- Sul: 102%
O operador também destacou que o aumento da carga elétrica nas regiões Norte e Nordeste intensifica os desafios. Esse crescimento no consumo reforça a importância de avaliar constantemente os cenários e, quando necessário, adotar medidas que garantam o fornecimento de energia com segurança e estabilidade em todo o território nacional.
Energia armazenada preocupa e pode afetar o custo da eletricidade
Além das projeções negativas para a afluência, o ONS também alertou para os níveis de Energia Armazenada (EAR) — indicador que reflete a capacidade efetiva de geração a partir da água disponível nos reservatórios. As estimativas para 31 de janeiro apontam os seguintes percentuais:
- Sul: 63,7%
- Norte: 50,5%
- Nordeste: 49,6%
- Sudeste/Centro-Oeste: 46,7%
Esses números alimentam a preocupação com o abastecimento nos meses seguintes, principalmente se as chuvas permanecerem escassas. O risco de se recorrer a usinas termelétricas, mais caras e poluentes, passa a ser maior — o que impacta diretamente o custo da energia para os consumidores.
Diante desse cenário, especialistas do setor acompanham de perto a evolução dos volumes nos principais reservatórios. As decisões tomadas ao longo do verão serão fundamentais para manter o equilíbrio entre oferta e demanda e evitar pressões no sistema elétrico brasileiro.
Referências da notícia
ONS vê ‘cenário de atenção’ nos reservatórios de hidrelétricas com volumes abaixo da média. 11 de janeiro, 2026.
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