Tempestades no Sudeste e Centro-Oeste, e calor no Sul: Quando vai mudar?

Tempestades atingem o Sudeste e o Centro-Oeste, enquanto o Sul sofre com uma onda de calor histórica. Felizmente, previsões indicam que este cenário pode mudar na segunda quinzena de Fevereiro.

Tempestades atingem com força o Sudeste e o Centro-Oeste, enquanto o Sul registra onda de calor. Será que este cenário pode mudar? Confira as previsões mais recentes.

As chuvas intensas no Sudeste e no Centro-Oeste estão causando uma série de problemas graves. Na grande São Paulo, as tempestades causaram alagamentos recordes neste início de ano. Pelo menos duas pessoas foram arrastadas pelas águas e estão desaparecidas.

De acordo com dados do INMET, alguns pontos do Sudeste e do Centro-Oeste ultrapassaram 400 mm de chuva acumulada nos últimos 30 dias. O solo encharcado nestas regiões não ajuda e pode resultar em mais transtornos ao longo da próxima semana.

Há um alerta vigente para chuvas intensas, ventos fortes de 60 km/h, descargas elétricas e possibilidade de queda de granizo na maior parte do Sudeste e do Centro-Oeste. O tempo severo continuará causando cortes na energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos.

Mapa de acumulados de chuva totais registrados nos últimos 30 dias (fonte: INMET)
Mapa de acumulados de chuva totais registrados nos últimos 30 dias (fonte: INMET)

Além disso, uma onda de calor segue assolando a região Sul desde o início do ano. Seus efeitos continuam agravados especialmente no Rio Grande do Sul, que também sofre com um volume baixíssimo de chuvas e um déficit hídrico altíssimo. Nesta quarta-feira (08), diversos municípios registraram temperaturas superiores a 40 °C, entre eles:

Agora, a pergunta que fica é: Essa situação vai melhorar ao longo dos próximos dias ou não?

A chuva continua no Sudeste? O calor continua no Sul?

Infelizmente, a baixa pressão e a convergência atmosférica continuarão causando chuvas intensas no Sudeste e no Centro-Oeste ao longo das próximas duas semanas. As tendências climáticas semanais apontam para chuvas acima do normal em São Paulo, Rio de Janeiro, sul de Minas Gerais e parte do Mato Grosso do Sul até a segunda quinzena de Fevereiro.

Mapa de anomalia de precipitação na América do Sul para as próximas semanas (fonte: ECMWF)
Mapa de anomalia de precipitação na América do Sul para as próximas semanas (fonte: ECMWF)

Nos demais estados do Centro-Oeste, os acumulados de chuva permanecem dentro a abaixo da média, um reflexo da ausência temporária da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS). A chuva segue acontecendo com regularidade, porém com intensidade menor do que ocorreria na presença do fenômeno.

EM RESUMO, tudo indica que as chuvas vão continuar intensas e frequentes no Sudeste e no Centro-Oeste ao longo das próximas semanas - Com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Sul de Minas e Mato Grosso do Sul.

Já no Sul, não há previsão de sistemas frontais ou ciclones trazendo chuvas significativas, e o tempo permanece seco ao longo da próxima semana. A situação vai agravar ainda mais a onda de calor, que deve continuar assolando o Rio Grande do Sul e ocasionando temperaturas acima dos 40 °C.

Mapa de anomalia de temperatura na América do Sul para as próximas semanas (fonte: ECMWF)
Mapa de anomalia de temperatura na América do Sul para as próximas semanas (fonte: ECMWF)

Mas há uma boa notícia. Um merecido alívio deve chegar à região por volta do dia 15, quando uma frente fria intensa se forma e traz chuvas fortes para todos os Estados. Após sua passagem, uma massa de ar frio avança pelo país e faz as temperaturas despencarem em todo o território gaúcho.

EM RESUMO, A onda de calor no Sul do Brasil (e em especial Rio Grande do Sul) continua por mais uma semana, mas pode ser interrompida por volta do dia 15, com a formação de uma frente fria mais intensa.

O avanço de sistemas transientes como este pode se tornar mais frequente na segunda quinzena de Fevereiro. Isso corre graças a uma mudança de padrão da Oscilação Antártica (AAO), que passa para valores negativos e sinaliza um avanço mais frequente de massas de ar frio para o Sul.

A notícia é ótima, mas vale ressaltar que os modelos de previsão ainda mostram uma tendência para temperaturas acima da média ao longo do mês. A passagem de sistemas transientes trará alívios breves, mas o calor vai continuar.